Nomeado há 4 dias, ministro interino da Justiça não fez mudanças na pasta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve definir até o fim da semana o nome do novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Enquanto isso, permanece interinamente à frente da pasta Manoel Carlos de Almeida, número 2 de Ricardo Lewandowski.

Enquanto não foi anunciado um novo titular, não deve haver mudanças entre o secretariado do ministério. Decisões importantes também não devem ser tomadas. Apesar do Congresso estar em recesso, as articulações em torno da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública devem permanecer como estão: paradas.

A saída de Lewandowski fez crescer a avaliação no Planalto que o governo pode ter perdido o controle sobre a proposta no Congresso e, diante do risco de ver o texto desfigurado, passou a cogitar não a levar adiante.

O governo tem divergências relevantes com o relatório apresentado pelo deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), mas não desistiu da proposta e pretende insistir em mudanças antes de qualquer votação.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), já sinalizou que se a votação for para chancelar o parecer do relator, o Planalto prefere nem avançar.

Outro projeto do governo capturado pela direita no Congresso foi o PL (Projeto de Lei) Antifacção, apresentado após a megaoperação contra o crime organizado no Rio de Janeiro que deixou 117 pessoas mortas.

A Câmara aprovou um texto modificado pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O governo atuou no Senado e, com a relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), conseguiu reverter alguns pontos para aprovar o chamado “texto possível”, mas não o ideal.

Com as mudanças, o projeto será novamente apreciado pelos deputados na volta do recesso.

Próximo ministro da Justiça

O presidente Lula tem ao menos dois nomes em vista para ocupar a vaga de Lewandowski no Ministério da Justiça.

Segundo aliados, a ideia é escolher alguém com perfil firme que possa defender as pautas da segurança em tramitação no Congresso. Mas, também, com característica diplomática, que não gere embates políticos desnecessários num ano eleitoral.

Na lista de cotados está Wellington César Lima e Silva. O jurista tem bom trânsito com o presidente e com a ala baiana do governo, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Wellington ocupou a função em 2016, durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Na gestão Lula 3, ele foi secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil, um cargo chave do Palácio do Planalto e que costuma despachar diretamente com o presidente da República.

O atual ministro da Educação, Camilo Santana, também é cotado para a vaga. Ele é lembrado por ser um dos principais quadros do PT, nome da confiança de Lula, e estar no meio do mandato de senador, ou seja, não vai disputar cargo nas eleições de outubro.

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