O petróleo fechou em queda de aproximadamente 2% nesta quinta-feira (22) pressionado por uma combinação de sinais de alívio nas tensões geopolíticas, expectativas de maior oferta global e dados de estoques nos Estados Unidos acima do esperado.
Nesta quinta-feira, o petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) encerrou em queda de 2,08% (US$ 1,26), a US$ 59,36 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 1,81% (US$ 1,18), a US$ 64,06 o barril.
No cenário geopolítico, os preços aprofundaram perdas após o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmar que representantes dos Estados Unidos, da Rússia e da Ucrânia devem se reunir nos Emirados Árabes Unidos por dois dias nesta semana. Em discurso em Davos, Zelensky disse que “os documentos destinados a encerrar esta guerra estão quase prontos”, sinalizando avanços nas negociações de paz. Um eventual acordo poderia levar à remoção de sanções americanas contra a Rússia e ao fim de ataques à infraestrutura energética, aumentando a oferta global.
O mercado também reagiu a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que irá adiar a imposição de tarifas a diversos países europeus após alcançar um acordo preliminar envolvendo a Groenlândia. O movimento contribuiu para reduzir prêmios de risco no mercado de energia.
Para o ING, o aumento da produção pela Opep+ deve levar o mercado global a um excedente expressivo ao longo do ano, em um cenário de crescimento modesto da demanda. O banco projeta pressão sobre preços e spreads, embora ressalte que riscos geopolíticos ainda podem interromper essa tendência baixista.
Além disso, os dados oficiais do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA mostraram alta de 3,6 milhões de barris nos estoques de petróleo na semana encerrada em 16 de janeiro, contrariando a expectativa de queda.
Fim da escala 6×1: texto aprovado limita jornada em 36 horas; entenda

