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Recado a um prefeito ambicioso, ingrato, incompetente, e a tentativa frustrada de Bocalom em seduzir jornalistas

O prefeito Tião Bocalom fracassou em sua recente tentativa de seduzir a imprensa acreana. Acreditando, equivocadamente, que jornalistas são conquistados “pelo bucho”, o gestor, após cinco anos no poder, decidiu realizar uma churrascada para os profissionais da comunicação, neste fim de semana.

A estratégia remete a tempos passados. Quando tudo o que tinha a ostentar era seu histórico como prefeito de Acrelândia, Bocalom pagava o churrasco e presenteava a todos com queijo. Não se sabe se, no almoço oferecido neste último sábado o “mimo” da vez foi o famoso café que leva seu nome — um objeto que surge, convenientemente, como ferramenta de uma campanha antecipada ao governo do Acre.

O Esvaziamento

O evento, planejado para ser um afago, acabou esvaziado. A presença limitou-se, majoritariamente, àqueles que mantêm contratos com a prefeitura. Estima-se que cerca de 90% dos jornalistas não compareceram, seja por falta de convite ou, mais sintomaticamente, por decisão pessoal.

O cenário só não foi mais desolador devido à presença de alguns secretários municipais — os poucos que ainda se curvam ao Chefe na tentativa de manter suas “boquinhas”.

A Realidade Administrativa

A explicação para um almoço tão esvaziado é simples: se Bocalom de fato valorizasse a imprensa, os profissionais que antes o apoiavam teriam sido aproveitados na estrutura de comunicação das secretarias municipais. No entanto, o “Turrão”, como também é conhecido, optou por centralizar o poder no gabinete de seu afilhado, Ailton Oliveira. Conhecido como repórter, Ailton demonstra, na prática, zero experiência em gestão administrativa.

A Máscara Caiu

O fato é que, se o “Peixão” — apelido carinhoso dado por sua atual esposa (ex-petista) — achou que seria possível enganar a classe com picanha e uma falsa humildade, enganou-se redondamente.

A imprensa do Acre, assim como a população, hoje sabe quem ele é por trás das cortinas. A imagem que resta é a de um gestor visto como ingrato, ambicioso e incompetente. A prova está nas ruas: basta olhar para a Rio Branco que tínhamos e compará-la com a que temos hoje — uma cidade abandonada, esburacada e endividada.

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