Em 2020, Mailza Assis não apoiou Socorro Neri. Mailza apoiou Tião Bocalom. E fez isso indo contra tudo e contra todos.
Ela rompeu alianças, enfrentou pressões, peitou estruturas inteiras do poder e se uniu a José Bestene e Sérgio Petecão para garantir a vitória de Tião Bocalom. Sem esse gesto firme, corajoso e decisivo, Bocalom simplesmente não teria sido eleito.
Mailza foi leal quando muitos se esconderam. Bancou o projeto, segurou o rojão, colocou sua história, sua credibilidade e seu capital político em jogo. Apostou tudo. Foi coragem. Foi caráter. Foi compromisso. Foi política e palavra.
E hoje, o prato que Bocalom entrega a quem lhe deu a mão é ingratidão.
Arrogante, abusivo, autoritário, com postura de ditador, Bocalom hoje tenta se sustentar isolado, depois de esfacelar todas as alianças que o fizeram prefeito duas vezes. Rompeu, um por um, com Petecão, Márcio Bittar, Mailza Assis, Zeca Bestene, Gladson Cameli, além de descartar deputados estaduais, federais e servidores, que só chegaram ao seu entorno graças à força política de Mailza e Gladson.
No fim, vão sobrar apenas dois: os ingratos e traíras Bocalom e Márcio Bittar. Dois personagens que hoje jogam o tabuleiro contra Mailza, movidos por vaidade, vingança e oportunismo. Dois canalhas desleais.
Se Bittar não tem coragem de enfrentar Mailza diretamente, manda o filho, João Paulo Bittar, dono do PL no Acre, entregar os cargos da FUNTAC, numa tentativa rasteira de pressão política. Ao mesmo tempo, incentivou outro candidato (e o “Bocalom”) para fazer seu jogo, achando que conseguiria controlar o processo. Não conseguiu controlar. Não conseguiu derrubar. E, principalmente, não conseguiu enfraquecer Mailza.
Bocalom não construiu esse caminho sozinho foi carregado politicamente. Mas, ao chegar ao poder, tratou de descartar todos que o sustentaram. Cuspir no prato de quem lhe deu comida virou método.
Enquanto isso, Socorro Neri, que não recebeu o apoio de Mailza em 2020, hoje entrega lealdade, coerência e respeito.
Talvez Socorro Neri e Marcus Alexandre sempre tenham tido razão ao alertar sobre a sacanagem política que alimenta a figura pública mais ingrata, arrogante e desprezível que o Acre já produziu.
Mailza entregou lealdade. Recebeu ingratidão.
Mailza entregou política com palavra. Recebeu traição.
Bocalom e Bittar receberam tudo. E devolveram desprezo.
Política é memória.
Política é gratidão.
Política é palavra.
O resto é oportunismo travestido de poder

