Os militares dos Estados Unidos que ficaram feridos durante a operação para capturar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, sofreram ferimentos leves e estão em “condição estável e considerada boa”, de acordo com informações de um alto funcionário da Casa Branca à CNN.
Segundo a autoridade, nenhum dos ferimentos representa risco à vida. Mais detalhes sobre o estado de saúde dos soldados não foram divulgados.
A CNN havia informado no sábado (3) que, durante a ação, um pequeno grupo de militares foi atingido por disparos e estilhaços, conforme uma fonte com conhecimento do caso. Nenhuma das lesões é considerada grave.
A ofensiva no país sul-americano permitiu a captura do ditador Nicolás Maduro, que deve ser julgado em solo norte-americano.
Ao menos 40 pessoas foram mortas no ataque dos Estados Unidos, de acordo com um oficial venezuelano ouvido pelo jornal The New York Times.
Segundo o periódico americano, um dos ataques aéreos conduzidos por Washington na madrugada de ontem matou uma mulher de 80 anos identificada como Rosa González.
Operação para capturar Maduro
A ação dos Estados Unidos que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi uma surpresa para muitos. Mas, de acordo com fontes da agência de notícias Reuters, o planejamento de uma das operações mais complexas dos EUA recentemente estava em andamento há meses e incluía ensaios detalhados.
As tropas de elite dos EUA, incluindo a Força Delta do Exército, criaram uma réplica exata do esconderijo de Maduro e praticaram como entrariam na residência fortemente fortificada.
A CIA, a agência de inteligência americana, tinha uma pequena equipe na Venezuela desde agosto, que foi capaz de fornecer informações sobre o padrão de vida de Maduro, o que tornou a captura dele mais fácil, de acordo com fontes da CNN e da Reuters.
Equipe infiltrada, réplica de casa: Detalhes da ação dos EUA contra Maduro
