O prefeito Sebastião Bocalom busca soluções para evitar mais desgaste ao questionado projeto das casas populares batizado de 1001 dignidades. Após furar por duas vezes o prazo de entrega das habitações, o prefeito da capital estuda o que dizer à população após ser comunicado de um erro grave na preparação das casas, num amplo terreno próximo à BR 364, saída da cidade em direção a Porto Velho.
A empresa contratada para o serviço aprontou apenas 4 protótipos dentre a 290 casas que Bocalom prometeu entregar até abril. De acordo com o que apurou a reportagem, a empreiteira teria sublocado a aplicação dos radieres – fundações rasas que funcionam como uma laje de concreto armado contínua sob toda a área de uma construção.
Imagens aéreas obtidas pela reportagem na tarde desta quinta-feira mostram com nitidez que as placas de concreto armado em contato direto com o solo apresenta ângulos incorretos, desnivelados, o que compromete seriamente a capacidade técnica com a qual o serviço foi executado. Uma construção finalizada com esse conceito deixaria a casa torta, com paredes e teto completamente fora do esquadro. Pior: por esse serviço a empresa recebeu em dezembro.
Os radieres distribuem o peso da estrutura, que deveria estar uniforme sobre o solo.
O que seria uma solução eficiente e econômica para residências desse porte, está gerando uma saia justa com a empresa Santos Comércio e Construção Ltda, a vencedora da licitação que decidiu, supostamente sem avisar o município, transferir parte de sua responsabilidade a outros grupo empresarial.
A reportagem tentou contato com o município e com a empresa, sem respostas.

