Toffoli abre crise com PF e eleva embates entre instituições em caso Master

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli abriu uma nova crise com a PF (Polícia Federal) após uma série de críticas à corporação na quarta-feira (14) em mais um embate entre instituições envolvidas na investigação das suspeitas de fraudes do Banco Master de Daniel Vorcaro.

Toffoli sugeriu que a Polícia Federal teria feito uma espécie de corpo mole para realizar a operação de quarta, a segunda fase da Compliance Zero.

Na sua decisão, o ministro do Supremo se queixou da “falta de empenho” da corporação e da “inobservância expressa e deliberada de decisão” tomada por ele. Toffoli ainda colocou na conta da PF eventuais prejuízos à investigação.

Isso porque a operação foi autorizada pelo ministro na segunda-feira (12), para que a PF cumprisse os mandados em até 24 horas. Portanto, até terça. A PF argumenta que a operação aconteceu na manhã desta quarta, fora do prazo, por questões operacionais, mas que nunca houve a intenção de descumprir a decisão.

Embora tenha recuado após a polêmica, Toffoli também gerou preocupação entre investigadores por determinar que os bens apreendidos ficassem lacrados na sede do STF — ou seja, que não seguissem para a perícia imediata da Polícia Federal.

Os investigadores temiam acessos remotos a aparelhos e perda de informações com a possível demora da análise. No início da noite, Toffoli decidiu que é a PGR (Procuradoria-Geral da República) quem deve guardar e analisar os materiais apreendidos.

Em meio às pressões institucionais, o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, decidiu visitar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, nesta quarta.

O encontro, em formato de agenda institucional, é visto como um gesto de apoio à PF pelo BC — ainda na mira do TCU (Tribunal de Contas da União) pela liquidação extrajudicial do Master.

O formato exato da inspeção do TCU em cima do BC e a abrangência do acesso dos técnicos do tribunal a documentos sigilosos ainda não estão completamente compreendidos.

Até o momento, porém, o TCU não acionou a AGU (Advocacia-Geral da União) para tentar garantir o acesso pleno aos dados sigilosos na inspeção, como quer o Ministério Público de Contas.

Ao longo da semana passada, entusiastas de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do caso Master no Congresso estavam preocupados com uma possível anulação da liquidação do banco.

Mas, diante do aparente acerto entre TCU e BC, e da nova fase da operação, acreditam que a argumentação pró-CPMI possa ganhar força.

Mesmo assim, há um sentimento de que uma CPMI pode atingir vários grupos políticos, o que seria prejudicial ainda mais num ano eleitoral. Até por isso, o Centrão, por exemplo, não move um dedo para a iniciativa.

Os embates institucionais também já preocupam parte dos parlamentares sobre o quanto o processo criminal contra o Master seguirá a salvo de brechas para questionamentos procedimentais que eventualmente poderiam levar todo o caso a ser anulado.

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