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Trump diz que é hora de nova liderança no Irã após ser chamado de criminoso

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Trump diz que é hora de nova liderança no Irã após ser chamado de criminoso

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu uma nova liderança no Irã após o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, tê-lo chamado de “criminoso” por ter apoiado os recentes protestos antigovernamentais no país.

“É hora de buscar uma nova liderança no Irã”, disse Trump ao Politico na manhã deste sábado (17).

Mais cedo, Khamenei insinuou que o presidente americano era culpado pelas “vítimas” e pelos danos causados ​​durante as manifestações violentas contra o regime, segundo a agência de notícias estatal Tasnim.

O líder supremo também disse que o republicano estava por trás das “acusações” contra a nação iraniana. 

Trump disse que Khamenei é culpado, “como líder de um país”, pela “destruição completa do país e pelo uso da violência em níveis nunca vistos antes”.

“Para manter o país funcionando — mesmo que esse funcionamento seja em um nível muito baixo — a liderança deveria se concentrar em administrar seu país adequadamente, como eu faço com os Estados Unidos, e não em matar milhares de pessoas para manter o controle”, pontuou.

“Liderança tem a ver com respeito, não com medo e morte”, continuou.

Ainda durante a entrevista, Trump chamou Khamenei de “homem doente” que deveria “governar seu país corretamente e parar de matar pessoas”.

“A melhor decisão que ele já tomou foi não ter enforcado mais de 800 pessoas dois dias atrás“, acrescentou o presidente ao ser questionado sobre a possibilidade de uma operação militar dos EUA no Irã.

Entenda os protestos no Irã

Protestos antigoverno no Irã eclodiram no país no final de dezembro, em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos.

Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações mais gerais contra o regime.

As preocupações com a inflação atingiram o auge na semana passada, quando os preços de produtos básicos como óleo de cozinha e frango dispararam dramaticamente da noite para o dia, com alguns produtos desaparecendo completamente das prateleiras.

A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos em comparação ao restante do mercado – o que levou lojistas a aumentarem os preços e alguns a fecharem suas portas, iniciando os protestos.

A decisão dos bazaaris, como são conhecidos, é uma medida drástica para um grupo tradicionalmente alinhado à República Islâmica.

O governo liderado por reformistas tentou aliviar a pressão ao oferecer transferências diretas de quase US$ 7 por mês, mas a medida não conseguiu conter a insatisfação.

As autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas na quinta-feira (8) – a maior noite de manifestações nacionais até agora – deixando o Irã praticamente isolado do mundo exterior.

Organizações de direitos humanos disseram que centenas de pessoas foram mortas desde o início dos protestos.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã se as forças de segurança responderem com força. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, pediu a Trump que “foque em seu próprio país” e culpou os EUA por incitarem os protestos.

*Billy Stockwell, da CNN, contribuiu para esta reportagem

Por que os EUA querem mudança de regime no Irã

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