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Trump formaliza Conselho de Paz e faz cerimônia de assinatura hoje

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Trump formaliza Conselho de Paz e faz cerimônia de assinatura hoje

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai formalizar a Carta Constitutiva do Conselho de Paz e realizar a primeira reunião do grupo nesta quinta-feira (22), em uma cerimônia em Davos, na Suíça.

O grupo foi anunciado em 2025, quando o líder dos EUA revelou planos para acabar com a guerra na Faixa de Gaza. Porém, mais tarde, ele deixou claro que a atuação do conselho seria expandida para além do território palestino, abrangendo outros conflitos ao redor do mundo.

Trump chegou a sugerir que o grupo “poderia” substituir a ONU, o que agravou preocupações de especialistas.

Alguns líderes europeus disseram que estão desconfortáveis ​​com certos elementos da minuta da Carta do conselho, particularmente com as disposições que parecem concentrar o poder de decisão em Trump.

De toda forma, um porta-voz da ONU afirmou que o secretário-geral da organização, António Guterres, acredita que os Estados-membro são livres para se associarem em diferentes grupos, pontuando que as Nações Unidas continuarão com seu trabalho.

O que é o conselho de paz de Trump?

O conselho terá a missão de promover a paz em todo o mundo e trabalhar para resolver conflitos, de acordo com uma cópia da minuta da carta constitutiva vista pela agência Reuters.

De acordo com o documento, os países integrantes teriam mandatos limitados a três anos, a menos que paguem US$ 1 bilhão.

Segundo apuração da correspondente da CNN Brasil Priscila Yazbek, um funcionário do governo dos Estados Unidos garantiu, sob condição de anonimato, que esse montante seria apenas para conseguir um assento permanente no grupo, pontuando que a entrada no conselho não exige alguma compensação.

Ainda de acordo com a minuta da carta constitutiva, cuja cópia também foi obtida pela CNN, Trump atuará como presidente indefinido do conselho, possivelmente ocupando o cargo além de seu segundo mandato como presidente.

Ele só será substituído em caso de “renúncia voluntária ou incapacidade, conforme determinado por voto unânime do Conselho Executivo”.

Lula e papa Leão foram convidados

Diversas nações e líderes mundiais foram convidados para participar do Conselho de Paz pelo governo dos Estados Unidos. Segundo uma fonte da Casa Branca ouvida pela CNN, cerca de 35 dos aproximadamente 50 países convidados aceitaram integrar o conselho

Isso inclui o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente brasileiro ainda avalia a situação com cautela, mas Trump disse que gostaria que ele tivesse um “grande papel” no grupo.

O papa Leão XIV também foi convidado, segundo o cardeal Pietro Parolin. Entretanto, ele ressaltou que será necessário algum tempo para “refletir” sobre isso.

Entre os países que aceitaram estão Egito, Arábia Saudita, Catar, Paraguai e Israel.

Vários outros ainda precisam responder, como aliados dos EUA, incluindo Reino Unido e Japão.

Dentre os que recusaram, uma ausência relevante é a da França, que citou exatamente dúvidas sobre a compatibilidade do grupo com a Carta das Nações Unidas.

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