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Tudo o que você precisa saber sobre as eleições presidenciais em Portugal

Tudo o que você precisa saber sobre as eleições presidenciais em Portugal

A população de Portugal vai eleger um novo presidente neste domingo (18), numa disputa que, segundo as pesquisas de opinião, permanece bastante equilibrada entre pelo menos três candidatos.

Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos, está previsto um segundo turno para o dia 8 de fevereiro. Se isso acontecer, será a primeira vez que acontecerá um segundo turno no país em quatro décadas, o que reflete a fragmentação do panorama político.

Embora a presidência portuguesa seja um cargo em grande parte “cerimonial”, detém um peso político significativo em momentos de crise, uma vez que o chefe de Estado pode dissolver o Parlamento, destituir o governo, convocar eleições antecipadas e vetar legislações.

Como funciona o sistema eleitoral?

O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, está no cargo desde 2016 e está constitucionalmente impedido de concorrer a um terceiro mandato consecutivo de cinco anos.

Ele convocou eleições antecipadas três vezes, em 2021, 2023 e 2025.

Um candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos para vencer. Os eleitores votam em um único candidato e, se nenhum deles obtiver 50%, os dois mais votados passam para o segundo turno.

Qualquer cidadão português com mais de 35 anos pode se candidatar, desde que consiga pelo menos 7.500 assinaturas de apoio e que a candidatura e as assinaturas sejam aprovadas pelo Tribunal Constitucional.

Quanto acontece a votação?

As urnas estarão abertas entre 8 horas e até às 19 horas, no horário de Portugal (4h às 15h de Brasília).

Depois do horário de fechamento, só poderão votar os eleitores que já estiverem nas chamadas assembleias de voto.

Quem são os principais candidatos e suas propostas?

André Ventura

André Ventura, de 42 anos, é líder e fundador do partido de ultradireita “Chega” e ex-comentarista esportivo de TV, o que o levou a se tornar a segunda maior força parlamentar em 2025, com uma plataforma de combate à corrupção e à imigração.

Analistas costumam descrever o partido “Chega” como o “show de um homem só” de Ventura, uma visão corroborada pelo fato dele estar concorrendo à presidência depois de afirmar em diversas ocasiões que deseja ser primeiro-ministro.


Líder do partido de extrema-direita português Chega, André Ventura, durante debate no Parlamento de Portugal, em Lisboa
Líder do partido de extrema-direita português Chega, André Ventura, durante debate no Parlamento de Portugal, em Lisboa • 18/06/2025 REUTERS/Pedro Nunes

João Cotrim de Figueiredo

João Cotrim de Figueiredo, de 64 anos, é integrante do Parlamento Europeu pelo partido pró-mercado Iniciativa Liberal, que ele próprio liderou, defendendo reduções de impostos e maior flexibilidade para as empresas contratarem e demitirem funcionários.

Na segunda-feira (12), sua campanha sofreu um contratempo quando uma ex-assessora o acusou de agressão sexual em uma publicação online que já foi apagada.

Cotrim de Figueiredo negou prontamente as acusações, classificando-as como uma tentativa de minar sua candidatura.


O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo, representante do Partido da Iniciativa Liberal (IL) • Photo by Rita Franca/NurPhoto via Getty Images

Antonio José Seguro

Antonio José Seguro, de 63 anos, é um ex-líder do Partido Socialista que abandonou a vida política ativa após perder a liderança em 2014 para o futuro primeiro-ministro Antonio Costa.

Seguro, que anunciou sua candidatura à presidência em junho passado, se apresenta como o candidato de uma esquerda “moderna e moderada” para combater uma extrema direita populista cada vez mais influente.


António José Seguro chega para o debate presidencial na RTP em 6 de janeiro de 2026, em Lisboa, Portugal • Photo by Alex Juarez/Anadolu via Getty Images

Henrique Gouveia

O Almirante reformado Henrique Gouveia e Melo, de 65 anos, é antigo chefe da Marinha Portuguesa que ganhou destaque em 2021, quando foi encarregado da campanha de vacinação contra a Covid-19 no país, elogiada como uma das mais rápidas e eficientes do mundo.

Único candidato sem experiência política prévia, ele afirma que pode ser uma figura unificadora em meio à crescente fragmentação política e “guiar o país com segurança e confiança”.


Henrique Gouveia e Melo, candidato português às eleições presidenciais, visita mercados de rua em Gondomar e Vila Nova de Gaia (Afurada), em Portugal, no dia 15 de janeiro de 2026, durante a campanha oficial para a presidência • David Oliveira/NurPhoto via Getty Images

Luís Márquez Mendes

Luís Márquez Mendes, de 68 anos, é apoiado pelo principal partido governante, o PSD (Partido Social Democrata), de centro-direita, que liderou brevemente entre 2005 e 2007 antes de se tornar comentador político na televisão.

Ele afirma que Portugal precisa de “ambição” e promete desafiar o que chama de status quo “conformista, resignado, deprimido e complacente”.


Candidato à presidência de Portugal Luís Márquez Mendes • Reprodução/Facebook
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