O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que fez ataques militares na Venezuela neste sábado (3). Ele afirmou ainda que o ditador Nicolás Maduro foi capturado e levado para fora do país.
A tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela cresceu nos últimos meses, com o Pentágono deslocando um grande contingente militar e atacando barcos no Caribe.
Veja o comunicado emitido pela Venezuela e atribuído a Nicolás Maduro após os ataques:
“A República Bolivariana da Venezuela rejeita, condena e denuncia perante a comunidade internacional a grave agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelana nas áreas civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, particularmente dos artigos 1.º e 2.º, que consagram o respeito pela soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força.
Esta agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, especificamente na América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas.
O objetivo deste ataque não é outro senão confiscar os recursos estratégicos da Venezuela, particularmente o seu petróleo e minerais, tentando quebrar a independência política da nação pela força.
O Estado de Comoção Externa foi ativado após os bombardeios em áreas civis e militares em Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira. Isto põe em risco a vida de milhões de civis. Isto não faz distinções políticas, é hora de haver unidade nacional, acima de quaisquer diferenças ideológicas de qualquer espécie. Hoje o nosso país e a nossa identidade estão ameaçados. A sua e a minha Venezuela, e nós a defenderemos até as últimas consequências, como já fizemos antes.
Seguiremos para a luta armada, todo o povo venezuelano deve se mobilizar. Fique conectado ao nosso sinal e às fontes oficiais para evitar ansiedade e manter a calma e a paz diante dessas circunstâncias.”
