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Venezuela está pronta para negociar acordo com os EUA, diz Maduro

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Venezuela está pronta para negociar acordo com os EUA, diz Maduro

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que seu regime está pronto para fazer um acordo de combate ao narcotráfico com os Estados Unidos. A afirmação aconteceu em entrevista à agência estatal de notícias VTV.

“Precisamos iniciar conversas sérias, com fatos concretos. O governo dos Estados Unidos sabe disso, porque já dissemos a muitos de seus porta-vozes que, se eles quiserem discutir seriamente um acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos”, destacou.

Além disso, o ditador disse que também é possível um acordo para investimentos relacionados ao setor petrolífero da Venezuela. Em dezembro, os EUA iniciaram um bloqueio contra petroleiros sancionados e interceptaram navios perto da costa do país sul-americano.

“Se eles quiserem o petróleo venezuelano, a Venezuela está pronta para investimentos americanos, como no caso da Chevron, quando, onde e como eles quiserem”, acrescentou.

Ainda durante a entrevista, Maduro destacou que há “maturidade” e capacidade para se chegar a um acordo, desde que haja “racionalidade e diplomacia” por parte dos EUA.

Ele também alegou que a Venezuela tem um modelo “perfeito” de combate ao narcotráfico, que é “exemplar e muito eficaz”, e que acusações relacionadas a isso fazem parte de uma narrativa que “nem os Estados Unidos acreditam, nem por um segundo”.

“Já que não podem me acusar, já que não podem acusar a Venezuela de ter armas de destruição em massa, já que não podem nos acusar de ter mísseis nucleares, de estar preparando uma arma nuclear, de ter armas químicas, então inventaram uma acusação que os Estados Unidos sabem ser tão falsa quanto a acusação de armas de destruição em massa, o que os levou a uma guerra sem fim”, reiterou.

Entenda a tensão entre Estados Unidos e Venezuela

A tensão entre Estados Unidos e Venezuela começou a aumentar em agosto, quando o governo de Donald Trump aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do ditador Nicolás Maduro.

Enquanto isso, os EUA enviaram aeronaves, veículos, milhares de soldados e um grupo de ataque de porta-aviões das Forças Armadas para o Caribe, sob a premissa de combate ao narcotráfico.A

s operações incluem diversos ataques contra barcos tanto no Caribe quanto no Pacífico que supostamente estariam transportando drogas. Porém, foram levantados questionamentos sobre a legalidade dessas ações.

Além dos ataques contra embarcações, os EUA também pressionam o regime de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, que é acusado pela Casa Branca de ter relação com o narcotráfico e o Cartel de Los Soles.

Segundo fontes consultadas pela CNN, o governo de Donald Trump está elaborando planos para “o dia seguinte” à deposição de Maduro, mas ainda não foi tomada uma decisão sobre um ataque direto ao país.

Trump conversou por telefone com Maduro no final de novembro, poucos dias antes de os EUA o classificarem como integrante de uma organização terrorista estrangeira. O venezuelano teria recebido um ultimato para deixar o poder e o país, mas o descumpriu.

Em outra ação que aumentou a tensão entre os dois países, os Estados Unidos apreenderam um petroleiro próximo à Venezuela, medida classificada de “roubo descarado” e “um ato de pirataria internacional” pelo regime de Maduro.

Posteriormente, Trump anunciou um “bloqueio total” contra os petroleiros sancionados da Venezuela e disse que não deixará “ninguém passar sem o devido direito”.

Entenda como o bloqueio naval dos EUA à Venezuela prejudica Maduro

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