Afinal, como estão andando as investigações sobre o escândalo do Banco Master? Possivelmente a maior fraude bancária da história do país, segundo o próprio ministro da fazenda, Fernando Haddad (PT)?
Pelo jeito, não andam bem. Quer dizer, quem investiga não está indo bem. O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), que está tomando conta do caso, criticou abertamente a PF (Polícia Federal), que estaria, segundo o ministro, fazendo corpo mole para descobrir o que aconteceu.
Integrantes do TCU (Tribunal de Contas da União) continuam empenhados em obter dados sigilosos em uma inspeção ainda a ser realizada no BC (Banco Central), pois ainda dizem que não entendem o comportamento da autarquia no caso.
Ou seja, lançam dúvidas sobre quem investigou os primórdios da tal possivelmente maior fraude bancária da história e mandam fechar o que parece ter sido uma imensa malandragem azeitada pela compra de influência política em Brasília.
Em outras palavras, quem desceu no Brasil hoje desinformado, acha a partir do noticiário – principalmente o que vem do Supremo – que ninguém sabe investigar nada. Toffoli se autocorrigiu no final desta quarta-feira (14). O ministro recuou e mandou que o material apreendido pela polícia ficasse com a PF e com a PGR (Procuradoria-Geral da República).
Órgão que o próprio Toffoli havia chutado para escanteio quando chamou para si toda a investigação. Isso parece bagunça jurídica? É na bagunça que prosperam sempre as táticas das defesas. Com toda razão, ninguém acha que é justo ser investigado, processado e, eventualmente, condenado em uma bagunça.
Estão investigando ou arrumando bagunça?
