Um homem acusado de abrir fogo contra uma celebração judaica de Hanukkah na famosa praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, em um ataque que matou 15 pessoas, compareceu ao tribunal pela primeira vez nesta segunda-feira (16), informou a mídia do país.
Naveed Akram, de 24 anos, enfrenta 59 acusações pelo ataque de 14 de dezembro, incluindo 15 acusações de homicídio, 40 de lesão corporal dolosa e um crime de terrorismo.
A polícia alega que ele realizou o massacre com o pai, Sajid, de 50 anos, que foi morto a tiros no local.
Durante uma breve audiência de instrução em um tribunal de Sydney nesta segunda-feira, Akram compareceu por videoconferência do Centro Correcional de Goulburn, uma prisão de segurança máxima a sudoeste de Sydney, onde está detido preventivamente, segundo relatos da mídia.
Akram vestia o uniforme verde da prisão e permaneceu em silêncio durante a maior parte da audiência. Ele falou apenas para confirmar que ouviu uma discussão sobre a prorrogação das ordens de não divulgação dos detalhes das vítimas.
Fora do tribunal, o advogado de Akram, Ben Archbold, declarou que seu cliente estava se saindo “o melhor possível”, considerando as “condições muito onerosas” da prisão.
Archbold afirmou ser muito cedo para dizer como Akram se declararia culpado ou inocente e que não havia discutido detalhes do suposto ataque com ele.
“Não conversei com ele sobre o ataque nesse sentido”, disse ele aos repórteres. “No momento, estamos apenas iniciando o processo… estamos aguardando a notificação, não tenho mais nada a dizer.”
O advogado acrescentou que visitou Akram na prisão.
“Ele é apenas um cliente, e um cliente que precisa ser representado. E não deixamos que nossa opinião pessoal interfira em nossas obrigações profissionais. O caso foi adiado, não tenho mais nada a dizer.”
Espera-se que o caso retorne ao tribunal em abril.
