Análise: Política migratória de Trump atinge imagem das forças de segurança

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Análise: Política migratória de Trump atinge imagem das forças de segurança

A política de deportação de imigrantes ilegais nos Estados Unidos divide opiniões entre os americanos, conforme revela pesquisa Reuters-Ipsos divulgada nesta quinta-feira (26). Embora 61% dos entrevistados concordem com a deportação como princípio, apenas 39% aprovam especificamente a política implementada por Donald Trump. Segundo a analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta, o problema não está na política em si, mas nos métodos utilizados para sua implementação.

A política de deportação encontra maior apoio entre republicanos, com índices acima de 90%, enquanto entre democratas o apoio cai para cerca de 35%. A pesquisa também revela que 60% dos americanos consideram que as ações do ICE (Agência de Fiscalização e Imigração) foram longe demais.

Magnotta destaca que esse número é ainda mais expressivo quando analisados recortes demográficos específicos, como negros e hispânicos, onde a desaprovação supera 70%, inclusive dentro do próprio Partido Republicano.

Desconfiança institucional e imagem das forças de segurança

A analista da CNN observa que a atuação do ICE traz à tona uma problematização que nem sempre foi tão clara nos Estados Unidos: o medo daquele que deveria proteger. “A gente no Brasil e em outros países que tiveram experiências autoritárias na nossa história, construiu uma relação mais ambígua com forças de segurança institucionais”, explica.

Nos Estados Unidos, essa desconfiança historicamente se concentrava em determinados grupos raciais ou sociais. No entanto, a atual política migratória escancarou a possibilidade de olhar para as forças policiais não apenas como provedoras de segurança, mas também como potenciais abusadoras de poder.

O mais significativo, segundo a analista, é que essa percepção negativa não se restringe apenas a imigrantes ou potenciais alvos do ICE, mas se estende ao cidadão americano médio, que passa a questionar os limites da atuação institucional.

A pesquisa reflete um país polarizado, onde o debate não gira tanto em torno do que fazer, mas de como implementar políticas sem incorrer em abusos de poder e violações de direitos.

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