Análise: Relação de Vorcaro com políticos ajuda a desviar as investigações

O retorno das atividades políticas em Brasília ocorre sob intensa pressão para que o Congresso Nacional adote uma postura mais atuante sobre a crise do Banco Master. Segundo o analista de Política da CNN Matheus Teixeira, as conexões que Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira, mantém com diversos setores políticos têm contribuído para evitar um aprofundamento das investigações.

A crise do Banco Master ganhou novos desdobramentos mesmo durante o recesso parlamentar e do judiciário. Embates entre o Banco Central e o TCU (Tribunal de Contas da União), além da condução controversa das investigações pelo STF (Supremo Tribunal Federal), mantiveram o caso em evidência. Desde a primeira fase da operação, deflagrada em novembro, o caso não parou de evoluir, revelando um complexo emaranhado de relações políticas.

“Esse número de relações que Daniel Vorcaro tinha, como ele mesmo disse no depoimento ao Supremo, tem sim ajudado o banqueiro a desviar de um aprofundamento das investigações”, destacou o analista da CNN, referindo-se à declaração do próprio Vorcaro que afirmou: “Se eu tivesse tantas relações, eu não estaria nem aqui preso, não estaria nem aqui com a tornozeleira eletrônica”.

Teixeira observa que tanto o governo quanto a oposição tentam se descolar do caso. O presidente Lula (PT) deu declarações duras contra a defesa de “banqueiro que deu calote de 40 bilhões”, mas enfrenta dificuldades após a revelação de que o escritório de advocacia da família do ex-ministro Ricardo Lewandowski continuou recebendo pagamentos de Vorcaro enquanto ele chefiava o Ministério da Justiça.

Por outro lado, a oposição também busca distância, ignorando que o cunhado de Vorcaro foi o maior doador da campanha do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

Resistência à CPI

O Congresso Nacional tem demonstrado resistência à criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso. “Está o Congresso tentando abafar, tentando evitar uma CPI que não interessa nem ao governo, nem ao centrão”, explicou Teixeira, acrescentando que “quando não interessa a esses dois grupos, dificilmente alguma coisa evolui na casa legislativa”.

O caso ganhou nova dimensão com a notícia de que a Rioprevidência, do governo de Cláudio Castro (PL), investiu R$ 1 bilhão no Banco Master. Essa revelação amplia ainda mais o leque de conexões políticas envolvendo a instituição financeira e seu proprietário.

Apesar da resistência dos grupos políticos, Teixeira ressalta que a pressão da opinião pública pode ser um fator determinante para que as investigações avancem no Legislativo. “A gente está acompanhando porque mesmo que não tenha interesse de tanta gente que isso evolua, também tem a pressão da opinião pública que geralmente surte efeito dentro do Legislativo”.

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