Líderes mundiais fizeram declarações neste sábado (28) sobre os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, após meses de “planejamento conjunto e minucioso”, segundo o exército israelense.
Nas redes sociais, autoridades demonstraram preocupação com os acontecimentos e muitos rejeitaram a decisão. Como o primeiro-ministro da Espanha, que, mencionou que os ataques “representam uma escalada e contribuem para uma ordem internacional mais incerta e hostil”.
União Europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disseram que os acontecimentos no Irã são “extremamente preocupantes” e apelaram a todas as partes para que exerçam a máxima contenção.
“Em estreita coordenação com os Estados-Membros da UE, tomaremos todas as medidas necessárias para garantir que os cidadãos da UE na região possam contar com o nosso total apoio”, afirmaram os dois líderes em uma declaração conjunta.
“Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima contenção, protejam os civis e respeitem integralmente o direito internacional”, acrescentaram.
The developments in Iran are greatly concerning. We remain in close contact with our partners in the region.
We reaffirm our steadfast commitment to safeguarding regional security and stability.
Ensuring nuclear safety and preventing any actions that could further escalate…
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) February 28, 2026
Ucrânia
O Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, com o Ministro das Relações Exteriores da Holanda, Tom Berendsen, também reagiram ao ataque em uma coletiva de imprensa.
“O regime iraniano vem abusando e aterrorizando sua região há décadas, financiando militantes que semeiam a instabilidade em outros países e maltratando seu próprio povo. É por isso que sempre estaremos ao lado do povo iraniano, da nação iraniana”, menciona Syhiba.
“Esses muitos anos de violações dos direitos humanos, execuções, perseguições e assassinatos revelam sérios problemas de política interna. E enfatizamos que o regime teve todas as oportunidades para evitar esse cenário de uso da força e lhe foram dadas todas as oportunidades para encontrar soluções diplomáticas”, acrescenta Berendsen.
Espanha
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse no sábado (28) que rejeita o que chamou de ação militar unilateral dos EUA e de Israel, que, segundo ele, representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil.
Em um comunicado publicado no X, Sánchez também afirmou que rejeita as ações do regime iraniano e da Guarda Revolucionária.
“Exigimos uma desescalada imediata e o pleno respeito pelo direito internacional”, acrescentou.
Rússia
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, criticou Donald Trump em um post no X, o antigo Twitter.
“O pacificador está atirando para todo lado de novo. As conversas com o Irã eram só uma fachada. Todo mundo sabia disso. Então, quem tem mais paciência para esperar pelo triste fim do inimigo agora? Os EUA têm apenas 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2500 anos. Vamos ver o que acontece em uns 100 anos…”, citou.
Japão
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, usou as redes sociais para compartilhar declarações a respeito das preparações do país para proteger a população japonesa nos países envolvidos.
“Dada a existência de tais preocupações, até agora vínhamos tomando medidas preventivas, como a evacuação antecipada de cidadãos japoneses, para nos prepararmos para qualquer eventualidade. No entanto, ao receber a notícia, imediatamente instruí os ministérios relevantes a intensificarem a coleta de informações e a adotarem todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos japoneses que permanecem no local”, citou em um trecho.
“O governo japonês se preparará para todos os riscos possíveis e tomará todas as medidas necessárias”, finaliza no post.
Bélgica
O vice-primeiro-ministro da Bélgica, Maxime Prevot, também reagiu aos ataques e afirmou que o país já realizou uma reunião de crise sobre o assunto e reforçou as instruções para proteger os belgas na região.
“A Bélgica segue de perto a situação em rápida evolução no Irã e na região. Uma primeira reunião de crise ocorreu e outras reuniões seguirão ao longo do dia. Estamos em contato próximo com nossas embaixadas. Exorto todos os belgas na região a permanecerem seguros, seguirem as instruções das autoridades locais e se registrarem no Travellers Online. Apelamos a todas as partes para que garantam a proteção das vidas civis em todos os momentos.”
No post, eles mencionam que apoiam o povo iraniano. “Eles sofreram por décadas sob este regime. Eles merecem paz, dignidade e um futuro livre da opressão. Eles não devem pagar o preço pelas escolhas de seu governo. Permanecemos em contato próximo com nossos aliados e parceiros americanos e europeus”.
Entenda
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou os ataques do país com Israel contra o Irã neste sábado (28). Trump descreveu a campanha militar como “massiva e contínua”, acrescentando que vidas americanas podem ser perdidas como resultado.
Trump afirma que o objetivo da ofensiva é “defender o povo americano” do que chamou de “ameaças do governo iraniano”. Em um vídeo publicado na rede social Truth Social, o presidente dos EUA disse que irá destruir os mísseis do Irã e garantir que o país do Oriente Médio não terá armas nucleares.
Um oficial israelense afirmou que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi alvo do ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao país iraniano neste sábado. A informação também foi confirmada à CNN por duas fontes próximas à operação militar.
Como resposta, o Irã atacou bases americanas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait. Outros países atingidos até o momento são Jordânia e Iraque. Segundo a equipe da CNN, é um ataque sem precedentes no Oriente Médio.
Uma pessoa morreu após ser atingida por destroços em uma área residencial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

