O preço do azeite de oliva acumulou 11 meses de queda em 2025 e fechou o ano com um dos maiores recuos entre produtos vendidos em supermercados de São Paulo. No total, a deflação foi de 25,02% em relação aos valores praticados em 2024. As quedas foram motivadas pela melhora dos ciclos da olivicultura na Europa, região que concentra a maior parte da produção global.
Os dados são do Índice de Preços dos Supermercados (IPS), divulgados nesta terça-feira (2/2) pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), que organiza o mapeamento em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
A normalização da oferta internacional, após quebras de safra registradas na Europa ao longo de 2024, foi determinante para a redução das cotações no ano passado. “A partir de março de 2025, houve uma redução gradual no preço, impulsionado, principalmente, pela retomada da produção europeia e pela isenção da alíquota sobre a importação do produto”, explica Felipe Queiroz, economista chefe da Apas.
Ele acrescenta que a trajetória de queda está diretamente relacionada a decisões do mercado brasileiro, que se beneficiou da isenção da alíquota sobre a importação do produto, adotada pelo governo federal.
Só em dezembro, o produto ficou 3,02% mais barato nos supermercados brasileiros, o que ajudou a baixar os preços da subcategoria de óleos, que encerrou 2025 com diminuição de 4,93%. “O movimento representa um alívio significativo para o consumidor, especialmente após um período de forte pressão nos preços do produto, observado em anos anteriores”, afirma a Apas, em nota.
