Ícone do site O SERINGAL

Bocalom deixará a Ricco mais rica antes de renunciar e Clendes teria sido alertado para risco ao seu CPF

O que começou como uma promessa de “choque de gestão” no transporte público evoluiu para um emaranhado de questionamentos jurídicos, trocas de comando e um volume massivo de subsídios públicos. Falamos da suspeitíssima relação do prefeito Sebastião Bocalom com a empresa Ricco, marcada por termos aditivos que estendem prazos e alteram valores, mantendo a empresa cada vez mais rica, operando sem passar pelo crivo de uma concorrência pública ampla e transparente – motivo central da exoneração do diretor-presidente da autarquia que deveria mas jamais fiscalizou o sistema.

Agora, porém, na hora de renovar mais uma vez o contrato, Villas Boas teria tido ciência de que o seu CPF está sob grave perigo, faltando poucos dias para o prefeito renunciar ao mandato para disputar as eleições de outubro.  Ele resistiu e pagou caro. O ex-diretor da RBtrans evitou polemizar, mas, segundo amigos próximos, sua saída “foi um alívio”, sobretudo por enfrentar problemas de saúde.

2. Impactos Orçamentários Aprovados

3. Condicionantes da Aprovação (2025)

Na aprovação mais recente, os vereadores incluíram emendas que obrigam a Ricco a cumprir certas metas para continuar recebendo o subsídio:

Nota: O subsídio é uma forma de “subvenção econômica”. Isso significa que a Prefeitura paga à empresa a diferença entre o custo real da operação e o valor que o cidadão paga na catraca.

1. O Modelo de Contratação: Emergência como Regra

Desde que assumiu, a gestão Bocalom optou por um modelo de dispensa de licitação sob a justificativa de “emergência” após a saída de empresas anteriores. A Ricco Transportes entrou no cenário nesse vácuo contratual.

Diferente de gestões passadas, Bocalom injetou um volume sem precedentes de recursos diretos no sistema. Estima-se que as transferências já somem dezenas de milhões de reais.

3. O Caso Clendes Vilas Boas e a RBTRANS

A exoneração de Clendes Vilas Boas da presidência da RBTRANS (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito) é o ponto de maior fricção política.

4. Fiscalização e Ineficiência: O Pior do Brasil?

Rankings nacionais e relatórios locais frequentemente colocam o sistema de Rio Branco entre os mais precários.


Resumo do Cenário

A relação entre a prefeitura e a Ricco Transportes carece, acima de tudo, de segurança jurídica. Ao evitar uma licitação definitiva e robusta, a gestão Bocalom mantém o transporte público em um estado de “provisoriedade permanente”, onde o controle social é dificultado e a dependência de repasses diretos do tesouro municipal só cresce.

Nota: Essas questões têm sido objeto de análise do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), que buscam entender se houve favorecimento ou apenas imperícia na gestão do setor.

Sair da versão mobile