Em Salvador, costureiras trabalham intensamente no Carnaval, transformando simples abadás em peças exclusivas e cheias de personalidade para os foliões que seguirão atrás dos trios elétricos.
As profissionais utilizam pedras, franjas, brilhos e recortes estratégicos para dar nova vida às peças. Em apenas um shopping da capital baiana, mais de 50 empreendedoras estão reunidas em um espaço dedicado a esse serviço de customização, onde as máquinas de costura não param e a agilidade dita o ritmo da folia.
Criatividade e economia local
O trabalho dessas artesãs vai além da simples costura. Elas transformam tecidos básicos em visuais exclusivos, muitas vezes criando modelos personalizados conforme o desejo do cliente.
“Basicamente, tem clientes que chegam com o modelo já descrito na cabeça”, explica uma das costureiras, destacando o processo criativo envolvido.
De acordo com dados da Prefeitura de Salvador, a cidade tem mais de 1.200 costureiras formalizadas e quase 3 mil estabelecimentos no setor de vestuário. É um negócio que tem crescido a cada ano e movimenta significativamente a economia local, especialmente durante o período carnavalesco.
Oportunidade de renda no Carnaval
Os valores dos serviços de customização variam de R$ 60,00 nos modelos mais simples a cerca de R$ 200,00 nas peças mais elaboradas. Durante o Carnaval, algumas profissionais chegam a reformar até 200 abadás por dia, o que pode dobrar sua renda no período.
“Todo ano a gente fica na expectativa e é uma felicidade quando, de fato, o Instituto IJCPM entra em contato com a gente e convida a gente para participar dessa ação”, comenta uma das empreendedoras.
Outra acrescenta: “A nossa empolgação sobre o carnaval é porque movimenta muito a nossa economia, muita gente chegando e assim, para as pessoas que costuram é um momento muito especial”.
A prefeitura da cidade tem investido na qualificação dessas profissionais. “Temos um mercado criativo potente e dentro do nosso programa Treinar para Empregar, temos sempre a trilha voltada para essa área de costura, área têxtil. Nos últimos dois anos a gente qualificou mais de 200 pessoas especificamente na área de costura e a gente percebe que é um movimento muito crescente desse setor”, explica uma representante da secretaria.
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