Chefe de gabinete de Starmer renuncia após nomeação de Mandelson

O chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer renunciou neste domingo (8) em meio ao escândalo envolvendo a nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, apesar de seus vínculos com o financista desonrado e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

“A decisão de nomear Peter Mandelson foi errada. Ele prejudicou nosso partido, nosso país e a confiança na própria política”, afirmou Morgan McSweeney a repórteres.

O chefe de gabinete de Downing Street é o conselheiro político mais sênior do primeiro-ministro do Reino Unido.

McSweeney disse que assumia “total responsabilidade” por ter aconselhado Starmer a fazer a nomeação no ano passado, acrescentando que “nas circunstâncias, o único caminho honroso é sair do caminho.”

“Embora eu não tenha supervisionado o processo de diligência prévia e verificação, acredito que esse processo agora deve ser fundamentalmente reformulado. Isso não pode ser apenas um gesto, mas uma salvaguarda para o futuro”, disse McSweeney.

Starmer agradeceu ao chefe de gabinete que está saindo pelo serviço e compromisso com o Partido Trabalhista. “É em grande parte graças à sua dedicação, lealdade e liderança que conquistamos uma maioria esmagadora e tivemos a chance de mudar o país”, declarou o primeiro-ministro em comunicado.

O mais recente conjunto de arquivos de Epstein divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA desencadeou uma investigação policial sobre Mandelson, que foi acusado de repassar informações governamentais sensíveis ao mercado e de claro interesse financeiro para Epstein após a crise financeira de 2008.

A polícia realizou buscas em duas propriedades de Mandelson na sexta-feira (6) como parte da investigação por má conduta no exercício de cargo público.

Mandelson renunciou ao Partido Trabalhista no domingo passado e deixou a Câmara dos Lordes, a câmara alta do Parlamento britânico, na quarta-feira (4).

A CNN não conseguiu entrar em contato com Mandelson nesta semana.

O escândalo Mandelson lançou o governo de Keir Starmer em crise e levantou questionamentos sobre o julgamento político do primeiro-ministro. Starmer nomeou Mandelson como embaixador no ano passado, apesar de sua amizade amplamente conhecida com Epstein, que continuou mesmo após o financista ter sido condenado em 2008 por aliciar uma menor para prostituição.

*Christian Edwards, da CNN, contribuiu com a reportagem

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