A Estação Primeira de Mangueira encerrou a primeira noite de desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, com uma apresentação marcada pela ancestralidade, homenageando o centenário de Mestre Sacaca – que completaria 100 anos em 2026.
Com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, a verde e rosa uniu ciência popular e espiritualidade na avenida para contar a história do líder amapaense, referência nos saberes afro-indígenas e no domínio de ervas e raízes medicinais.
Saudação à natureza
A apresentação teve um início impactante com a comissão de frente, que representou as forças ancestrais em um ritual de saudação à natureza. A escola utilizou fantasias de onças que brilhavam no escuro, criando um efeito marcante enquanto invocava o xamã Babalaô, manifestado na figura do próprio Mestre Sacaca, o “Doutor da Floresta”.
Ao longo da avenida, a escola manteve o vigor, sustentada por um samba-enredo que permitiu à bateria realizar diversas paradinhas, empolgando o público nas arquibancadas.
Colisão durante desfile
No entanto, o encerramento do desfile foi marcado por um momento de tensão na Praça da Apoteose. O último carro alegórico da escola colidiu contra a base do monumento da dispersão, o que causou a sua imobilidade impedindo a passagem das outras composições.
Para liberar o fluxo e evitar maiores prejuízos, os componentes da agremiação precisaram desmontar partes da estrutura da alegoria manualmente. Apesar do incidente, a Mangueira conseguiu concluir sua passagem dentro do tempo regulamentar, fechando o primeiro dia de Carnaval.
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