Corinthians vive indefinição em relação à premiação da Supercopa; entenda

Corinthians ainda não sabe exatamente quanto receberá de premiação pelo título da Supercopa do Brasil sobre o Flamengo. Oficialmente, a CBF divulgou que o prêmio é de R$ 11,55 milhões.

Esse montante, porém, não inclui os impostos descontados pela entidade que comanda o futebol brasileiro. Dessa forma, o Timão não receberá o valor integral.

Além disso, metade do que o clube receber da CBF pode ser retida pela Caixa Econômica Federal, como ocorreu com a premiação da Copa do Brasil.

Conforme previsto em contrato, a Caixa pode reter parte das receitas do Corinthians em uma “conta de segurança”.

O mecanismo foi acordado como garantia ao banco estatal em relação ao pagamento da Neo Química Arena. A instituição também pode, por exemplo, reter 30% do valor de uma venda de jogador.

O contrato com essas cláusulas foi assinado na gestão de Duilio Monteiro Alves, em 2022.

Até o momento, o Timão não recebeu qualquer sinalização da Caixa em relação à retenção de parte da premiação da Supercopa do Brasil.

Em situação financeira delicada, o clube paulista tem uma dívida atualizada de cerca de R$ 2,8 bilhões, incluindo o débito referente à Neo Química Arena.

Com o valor obtido pelo título da Supercopa do Brasil, o Corinthians pretende chegar a um acordo com o Talleres, da Argentina, para evitar um novo transfer ban. O clube foi condenado pela Fifa a pagar cerca de R$ 30 milhões por uma dívida relacionada à aquisição do meia Rodrigo Garro, no início de 2024.

O caso está no CAS (Corte Arbitral do Esporte), que ainda não emitiu decisão. Esta é a última instância do processo.

Caso o CAS entenda que o Corinthians não honrou seus compromissos, o clube passará a correr risco de sofrer um novo transfer ban, como ocorreu no caso do Santos Laguna, do México, por conta do zagueiro Félix Torres.


Félix Torres foi expulso com menos de 15 minutos no Corinthians x Racing pela Sul-Americana
Félix Torres em jogo do Corinthians • Rodrigo Coca/ Agência Corinthians

As diretorias de Corinthians e Talleres trabalham nos bastidores para chegar a um acordo.

Há um impasse em relação ao valor real da dívida corintiana, especialmente no que diz respeito aos impostos cobrados pelos argentinos, o que, inclusive, atrasou a estreia de Garro pelo clube paulista.

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