Exploração sexual: piloto usava documento falso para levar menores a motéis

O piloto Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, preso nesta segunda-feira (9), no Aeroporto de Congonhas, suspeito de praticar exploração sexual com crianças e adolescentes, utilizava documentos falsos para levar os menores a motéis para poder cometer os crimes.

“O documento não era delas, era de maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com oito anos”, revelou a delegada Ivalda Aleixo, chefe do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), durante uma coletiva de imprensa feita para detalhar informações da “Operação Apertem os Cintos”, que culminou na prisão do piloto.

Segundo as investigações, ele seria o “cabeça” do esquema que contava com uma divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos, focados na produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil, aliciamento de crianças, estupro e prostituição dos menores.

O piloto teria realizado pagamentos em troca de imagens relacionadas a crimes de abuso e exploração sexual infantil, chegando inclusive a custear aluguel para obter o material ilícito. O valor variava de R$ 50 a R$ 100.

Ao todo, 10 vítimas já foram identificadas — todas com idades entre 10 e 14 anos na época do crime. No entanto, a polícia acredita que este número possa ser muito maior, já que Sérgio pratica os abusos há pelo menos oito anos.

Além dele, duas mulheres, a avó de três crianças e a mãe de uma outra criança, foram detidas suspeitas de armazenar e vender imagens das menores ao piloto.

Momento da prisão do piloto 

Segundo apuração da CNN Brasil, a aeronave já estava pronta para o voo quando autoridades solicitaram o acionamento do piloto de emergência, após a confirmação da ordem judicial. Sérgio Antonio Lopes foi retirado do avião e preso ainda na área operacional do aeroporto.

Segundo as investigações do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Sérgio é suspeito de manter uma rede que abusava de crianças e vender materiais de pornografia infantil.

O que diz as investigações

Segundo a Polícia Civil, o inquérito policial foi instaurado em outubro de 2025.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os mandados foram expedidos pela Justiça com base na materialidade dos crimes, nos fortes indícios de autoria, na gravidade das condutas investigadas, no risco de reincidência e na possibilidade concreta de ocultação, destruição ou manipulação de provas, sobretudo digitais.

A operação que culminou na prisão do suspeito contou com a participação de 32 policiais civis e 14 viaturas, além do cumprimento de oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados.

Em nota enviada à CNN Brasil, a Latam informou que, após a prisão, o voo operou normalmente e que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Leia a nota:

“A LATAM Airlines Brasil confirma que está ciente do ocorrido na manhã desta segunda-feira (9/2) durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), no qual um de seus tripulantes foi detido pelas autoridades policiais. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.

A LATAM informa que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta.”

A CNN Brasil não conseguiu localizar a defesa dos envolvidos. O espaço segue aberto para manifestações.

*Sob supervisão de AR.

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