Filha de Mr. Catra vira ré por golpe milionário contra aposentados do Acre; Justiça mantém prisão de 13 acusados

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A ex-modelo Júlia Garcia Domingues, de 29 anos, filha do funkeiro Mr. Catra, morto em 2018, vai responder a ação penal pelos crimes de estelionato virtual por cinco vezes, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão é do juiz Alex Ferreira, da Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco, que aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Acre.

Além de Júlia, outros 12 investigados também passaram à condição de réus no processo. Conforme consta na denúncia, a ex-modelo teria cedido sua conta bancária para a movimentação dos valores obtidos por meio das fraudes aplicadas pelo grupo.

Segundo as investigações, o esquema criminoso teria movimentado cerca de R$ 5 milhões. A principal estratégia da quadrilha era atingir aposentados e pensionistas que possuíam empréstimos consignados ativos. De posse de informações privilegiadas sobre essas operações financeiras, o grupo oferecia supostas propostas de portabilidade com parcelas menores. Após a autorização das vítimas, os valores liberados eram desviados.

A maioria das vítimas identificadas é do Acre, o que reforçou a atuação da Justiça estadual no caso.

Júlia Garcia foi presa em julho do ano passado, no Rio de Janeiro. Ela foi um dos alvos da Operação “Portabilidade”, deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) em cinco estados. A investigação aponta que o grupo tinha acesso a dados estratégicos de pessoas com contratos de empréstimos bancários, o que facilitava a aplicação dos golpes.

Na decisão que recebeu a denúncia, a Justiça do Acre também manteve a prisão preventiva dos 13 réus, sob o entendimento de que a liberdade dos acusados poderia representar risco à ordem pública e à instrução criminal. O processo agora segue para a fase de instrução, com a oitiva de testemunhas e interrogatório dos acusados.

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