A Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) anunciou nesta terça-feira (10) que a poetisa Orides Fontela será a homenageada da 24ª edição do festival. A autora é reconhecida como uma das pioneiras nas vertentes contemporâneas da poesia brasileira.
Natural de São João da Boa Vista, em São Paulo, Fontela é dona de obras conhecidas pelo rigor formal com a língua portuguesa e pela atualização que faz do Modernismo.
Fontela é autora dos livros “Transposição” (1969), “Helianto” (1973), “Rosácea” (1986), além de “Alba”, vencedor do Prêmio Jabuti em 1983, e “Teia”, que lhe rendeu prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte em 1996. Alguns dos textos apresentam uma ligação com temas da natureza, principalmente os pássaros e as flores.
Descoberta por Davi Arrigucci Jr., professor de teoria literária da USP, que leu o poema “Elegia” no jornal sanjoanense “O Município”, no ano de 1965, teve a carreira impulsionada por entusiastas como o crítico literário Antonio Candido e pela filósofa Marilena Chaui. A vida no interior, as leituras de filosofia e as lições do zen-budismo, cujas práticas começou a frequentar em 1972, também ajudaram a moldar a poesia de Orides Fontela.
“Dona de uma poesia concisa e despojada de ornamentos, e afeita aos poemas curtos, Orides Fontela recebeu atenção extraordinária da crítica literária, que via nela uma renovadora do Modernismo, e mesmo de poetas consagrados, como Drummond. É uma referência incontornável no cenário da poesia contemporânea brasileira”, afirma Rita Palmeira, curadora literária da 24ª edição da Flip.
O evento está marcado para acontecer entre os dias 22 e 26 de julho de 2026.
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