O governo do estado de São Paulo leiloará nesta quinta-feira (26) o Centro Administrativo de Campos Elíseos, que funcionará como a nova sede do governo em substituição ao Palácio dos Bandeirantes.
O investimento estimado é de mais de R$ 5,4 bilhões e a iniciativa faz parte do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP).
A abertura dos envelopes está prevista para às 10h, na sede da B3, em São Paulo. O contrato prevê 30 anos de concessão e investimentos na casa dos R$ 6 bilhões.
Na última segunda (23), dois consórcios entregaram propostas para o leilão da PPP (Parceria Público-Privada) de construção e operação do novo “QG” do Executivo paulista.
A empresa vencedora do leilão será responsável pela construção e manutenção do local. Ganha a disputa quem oferecer o maior desconto no valor mensal — definido em R$ 76,6 milhões.
O objetivo do governo paulista é economizar com o pagamento de aluguéis, com a manutenção dos imóveis e promover uma reocupação da área central da capital.
Uma das ofertas foi apresentada pelo consórcio da multinacional espanhola Acciona, responsável pelas obras e pela futura operação da Linha 6-Laranja do metrô, com a empreiteira Construcap. Cada uma tem 50% de participação.
A Construcap tem em seu portfólio obras de infraestrutura entregues em aeroportos, ferrovias, metrôs, rodovias, hidrelétricas, saneamento e terraplanagem.
A segunda proposta foi protocolada pelo consórcio MEZ-RZK Novo Centro. Ele é formado pela Zetta Infraestrutura e Participações (20% de participação) em união com a M4 Investimentos e Participações (20%), Engemat (20%), RZK Empreendimentos Imobiliários (37,5%) e Iron Property Ltda (2,5%).
Entre as empresas do consórcio, a Zetta é acionista da Via Brasil BR-163, concessionária responsável pela administração da BR-163 entre Mato Grosso e o Pará, um dos trechos mais importantes do chamado Arco Norte.
O grupo RZK tem projetos de desenvolvimento urbano e assumiu recentemente, por exemplo, a exploração comercial de estações do metrô de São Paulo e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
O projeto prevê investimentos de R$ 6 bilhões — R$ 3,4 bilhões de aportes públicos e R$ 2,6 bilhões em recursos privados —, além de unificar a administração paulista.
Hoje, na capital, são mais de 40 endereços que abrigam órgãos estaduais. A previsão é receber 22 mil servidores em sete edifícios e dez torres.
O empreendimento engloba 250 mil m² de área construída, sendo 25 mil m² destinados a comércio e serviços. A expectativa é de geração de 38 mil empregos durante a obra e outros 2,8 mil postos formais no desenvolvimento econômico do bairro.
Mudanças urbanas
Além de centralizar a administração, o projeto da SPI (Secretaria de Parcerias em Investimentos) tem como objetivo ajudar a promover a recuperação econômica da área central de São Paulo.
A obra ficará no bairro Campos Elíseos, perto do palácio que leva o mesmo nome e já foi sede do governo estadual no passado.
O plano de reocupação vai exigir a transferência do terminal de ônibus Princesa Isabel. Ele será recolocado para a avenida Cásper Líbero, perto da estação Luz do metrô.
O projeto vai exigir a desapropriação de moradias. com previsão de restauro de 17 imóveis tombados e a ampliação em mais de 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel.