Interesse de Trump no Irã é no petróleo que vai para a China, diz professor

Fernando Brancoli, professor de Relações Internacionais da UFRJ, afirma que o interesse dos Estados Unidos no Irã vai muito além da questão petrolífera direta. Em entrevista ao Agora CNN, o especialista explicou que, apesar de Donald Trump frequentemente mencionar o petróleo em suas narrativas, o foco principal está na relação comercial entre Irã e China.

Segundo Brancoli, cerca de 13% a 15% do petróleo consumido pela China vem do Irã, o que torna esse fluxo comercial estrategicamente relevante para os interesses geopolíticos americanos. “O grande interesse não é o petróleo específico iraniano que seria embarcado e enviado para os Estados Unidos”, esclareceu o professor.

Petróleo como instrumento geopolítico

O especialista destacou que o petróleo funciona como um mercado global, e qualquer alteração em sua produção ou comercialização impacta todos os países. No caso específico do Irã, o controle sobre o fornecimento de petróleo para a China representaria uma vantagem estratégica significativa para os Estados Unidos no contexto da competição com Pequim.

“É menos o petróleo iraniano como um produto que poderia ser colocado dentro do navio enviado para os Estados Unidos, isso definitivamente não entra nesse cálculo, mas com o petróleo como um mercado global e um petróleo que pode ir para a China”, explicou Brancoli.

A análise do professor revela que as recentes movimentações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã fazem parte de um cenário geopolítico mais amplo, que inclui as relações com a China e as recentes ações militares americanas na Venezuela. “Acaba sendo algo muito mais global do que só sobre o Oriente Médio”, concluiu o especialista, indicando que a estratégia de Trump em relação ao Irã está inserida em um contexto de disputa de poder mundial.

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