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Irã exige mudanças no escopo das negociações com os EUA, dizem fontes

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Irã exige mudanças no escopo das negociações com os EUA, dizem fontes

O Irã exigiu que as negociações com os Estados Unidos desta semana sejam realizadas em Omã, e não na Turquia, como previsto, segundo fontes relataram à agência de notícias Reuters.

Teerã também teria pedido que o escopo do encontro fosse limitado a negociações bilaterais apenas sobre questões nucleares.

“Eles querem mudar o formato, querem mudar o escopo”, disse o diplomata regional com conhecimento das exigências do Irã.

“Eles só querem discutir a questão nuclear com os americanos, enquanto os EUA querem incluir outros tópicos, como os mísseis (balísticos) e as atividades dos grupos aliados do Irã na região”, disse a fonte que não foi identificada. 

A tentativa de autoridades iranianas de mudar o local e a agenda das negociações, atualmente agendadas para sexta-feira em Istambul, ocorreu em meio a tensões crescentes, à medida que os EUA reforçam sua presença no Oriente Médio.

Os atores regionais têm pressionado pela resolução de um impasse que levou a ameaças mútuas de ataques aéreos e alimentou temores de uma escalada para uma guerra mais ampla.

Nesta terça-feira (3), o Exército dos EUA abateu um drone iraniano que se aproximou do porta-aviões Abraham Lincoln no Mar Arábico.

O presidente americano, Donald Trump, disse que, com grandes navios de guerra americanos a caminho do Irã, “coisas ruins” provavelmente aconteceriam se um acordo não fosse alcançado.

 

Mais cedo, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse à Fox News que as negociações com o Irã ainda estavam programadas para ocorrer no final desta semana.

Uma fonte familiarizada com a situação afirmou que o genro de Trump, Jared Kushner, deveria participar das negociações, juntamente com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.

Ministros de vários outros países da região também eram esperados.

Nem otimista, nem pessimista

Uma fonte diplomática iraniana afirmou anteriormente que a visão de Teerã sobre as negociações não é otimista nem pessimista, acrescentando que as capacidades defensivas da República Islâmica são inegociáveis ​​e que o país está preparado para qualquer cenário.

“Resta saber se os Estados Unidos também pretendem conduzir negociações sérias e orientadas para resultados ou não”, disse a fonte.

A mobilização dos EUA ocorre após protestos de rua no Irã.

O reforço da presença naval dos EUA perto do Irã ocorre após uma violenta repressão contra manifestações antigovernamentais no mês passado.

Trump, que não chegou a concretizar as ameaças de intervir, exigiu concessões nucleares do Irã e enviou uma flotilha à sua costa. Ele afirmou na semana passada que o Irã estava “conversando seriamente”, enquanto o principal oficial de segurança de Teerã, Ali Larijani, disse que os preparativos para as negociações estavam em andamento.

A prioridade do esforço diplomático é evitar conflitos e reduzir a tensão, disse um segundo funcionário regional à Reuters anteriormente.

Potências regionais, incluindo Paquistão, Arábia Saudita, Catar, Egito, Omã e Emirados Árabes Unidos, também foram convidadas, afirmou ele. Mas, dadas as últimas exigências do Irã, não estava claro se a participação delas se concretizaria. 

O que é a Guarda Revolucionária do Irã, designada como terrorista pela UE?

 

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