Dizem que a política é a arte de somar, mas o prefeito de Rio Branco, Sebastião Bocalom, resolveu inovar e aplicar a matemática da subtração. O homem que sonhava em subir as escadarias do Palácio Rio Branco agora corre o risco de não conseguir nem a chave do portão de casa se bobear. Traiu Mailza, traiu Márcio Bittar, traiu o governador, traiu o povo que o acolheu.
A Dieta da Legenda
O “não” do PL foi pedagógico. O partido basicamente disse: “Tião, a prioridade é quem traz voto e cadeira no Senado, não quem traz dor de cabeça”.
Com o foco na reeleição de Márcio Bittar e na chapa de federais, Bocalom foi rebaixado de “grande líder” a “obstáculo logístico”.
E o que dizer do PSDB e do MDB? O desprezo foi tão estrondoso que deu para ouvir o eco lá do KM 100 da Transacrena.
Ninguém quer carregar o piano de uma gestão marcada por promessas que envelheceram como leite no sol do Acre.
O Estilo “Patada” de Governar
Agora, isolado e com o humor de quem perdeu o bilhete premiado, o prefeito resolveu adotar a diplomacia do coice. Trata todo mundo na base do grito, talvez para abafar o barulho das portas se fechando. É o clássico “estelionato eleitoral” cobrando o seu preço:
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Promessas não cumpridas? Check.
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Gestão atrapalhada? Check.
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Arrogância política? Nível mestre.
O Dilema do Fica ou Sai
Ameaçar não renunciar para disputar o Governo não soa como estratégia, soa como birra. Se ficar na prefeitura, vira um “pato manco” até o fim do mandato. Se sair, vai para onde, se nem o próprio partido quer lhe dar a caneta para assinar a candidatura?
A pergunta que fica no ar, enquanto ele mastiga o próprio fígado, é: quem herdará esse apoio (que hoje mais parece uma maldição)? Alan Rick ou Mailza Assis? Quem aceitaria o abraço de um náufrago que insiste em furar o próprio bote?
Bocalom descobriu, da pior forma possível, que na política a estupidez é o único erro que não se perdoa — e a fatura chegou com juros, correção monetária e sem direito a parcelamento.

