Paquistão envia helicópteros e drones para retomar controle de cidade

As forças de segurança do Paquistão usaram drones e helicópteros para retomar o controle de uma cidade no sudoeste do país, que estava nas mãos de insurgentes separatistas, após três dias de batalha, informou a polícia nesta quarta-feira (4). O número de mortos na violência do fim de semana subiu para 58.

A onda de ataques coordenados de sábado (31), realizada pelo BLA (Exército de Libertação do Baluchistão, na sigla em inglês), quase paralisou a maior província do Paquistão, com as forças de segurança trocando tiros com os insurgentes em mais de uma dezena de locais, matando 197 militantes.

“Pensei que o telhado e as paredes da minha casa fossem explodir”, disse Robina Ali, dona de casa que mora próxima ao principal prédio administrativo da capital provincial fortificada, Quetta, onde uma forte explosão atingiu a região pela manhã.

Combatentes do BLA, o grupo insurgente mais forte da região, invadiram escolas, bancos, mercados e instalações de segurança em todo o Baluchistão, em uma de suas maiores operações, matando mais de 22 agentes de segurança e 36 civis.

Autoridades policiais forneceram detalhes da situação sob condição de anonimato, pois não estavam autorizadas a falar com a imprensa.

Na cidade desértica de Nushki, com cerca de 50 mil habitantes, os insurgentes tomaram o controle da delegacia de polícia e de outras instalações de segurança, desencadeando um impasse de três dias.

A polícia informou que sete policiais foram mortos nos confrontos antes de retomarem o controle da cidade no fim da segunda-feira (2), enquanto as operações contra o BLA continuam em outras partes da província.

“Mais tropas foram enviadas para Nushki”, disse um oficial de segurança.

“Helicópteros e drones foram usados ​​contra os militantes”, acrescentou.

O Ministério do Interior do Paquistão não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

Ataques noturnos

A maior e mais pobre província do Paquistão, o Baluchistão, rico em minerais, faz fronteira com o Irã e o Afeganistão e abriga investimentos de Pequim no porto de águas profundas de Gwadar e em outros projetos.

A província enfrenta uma insurgência de décadas liderada por separatistas étnicos balúchis que buscam maior autonomia e uma parcela maior de seus recursos naturais.

O Exército de Libertação do Baluchistão, que pediu à população da província que apoiasse o movimento, afirmou na terça-feira (3) ter matado 280 soldados durante a Operação “Herof”, também conhecida como Tempestade Negra, mas não apresentou provas.

Autoridades de segurança disseram que os ataques do fim de semana começaram às 4h da manhã de sábado com explosões suicidas em Nushki e no porto pesqueiro de Pasni, além de ataques com armas de fogo e granadas em outros 11 locais, incluindo Quetta.

Os insurgentes tomaram pelo menos seis escritórios da administração distrital durante o cerco e, em determinado momento, chegaram a ficar a menos de um quilômetro do gabinete do governador provincial em Quetta, disseram as autoridades policiais.

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