Uma nova pesquisa do Laboratório Cold Spring Harbor, em Nova York, nos Estados Unidos, identificou um caminho para reduzir a perda de memória e melhorar o aprendizado em quadros de Alzheimer.
O estudo aponta que o bloqueio de uma proteína chamada PTP1B permite que as células de defesa do cérebro voltem a funcionar corretamente, removendo acúmulos de placas que prejudicam os neurônios.
Essas placas, formadas pela proteína beta-amiloide, são uma das características centrais do Alzheimer.
De acordo com os cientistas, as células responsáveis pela limpeza desses detritos orgânicos no cérebro acabam ficando exaustas com o tempo. A nova estratégia restaura a capacidade dessas células de “limpar” o órgão, combatendo a progressão do distúrbio.
A descoberta também reforça a relação do Alzheimer com condições como obesidade e diabetes tipo 2.
Como a proteína PTP1B já é monitorada em tratamentos dessas doenças metabólicas, os pesquisadores acreditam que focar nesse alvo pode oferecer uma proteção extra para a saúde cerebral de pacientes em grupos de risco.
Nicholas Tonks, professor responsável pelo estudo, afirma que o objetivo agora é criar terapias que combinem medicamentos já conhecidos com novos inibidores dessa proteína. “A meta é diminuir a velocidade da doença e melhorar a qualidade de vida.”
As terapias atuais focam majoritariamente na remoção das placas, mas os cientistas envolvidos no projeto defendem que atacar múltiplas frentes da doença ao mesmo tempo pode trazer melhores resultados para quem vive com a condição.
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