Em setembro de 2025, a Peugeot lançou dois novos modelos híbridos para o mercado brasileiro: 2008 e 208. Ambos permaneceram com o motor T200 de 130 cv, mas agora aliado a um motor elétrico.
A CNN Brasil testou o novo 208 GT Hybrid (versão topo de linha) por mais de 630 quilômetros, entre trechos de cidade e também em rodovias.
Na prática, o hatch ganhou uma bateria de íons de lítio de 12V instalada abaixo do banco do motorista.
O sistema usa um motor gerador elétrico, conectado ao virabrequim por correia, que trabalha em conjunto com uma bateria de íons de lítio de 12 volts.
Podemos notar a atuação como motor de partida e também do gerador durante as fases de desaceleração e frenagem. Inclusive, em alguns momentos de silêncio dá para ouvir o sistema trabalhando.
Segundo a marca, isso reduz o consumo em até 10% no ciclo urbano e também minimiza as emissões de CO2 na atmosfera.
Outra mudança é que o novo hatch híbrido-leve é equipado com o Start & Stop. A parte negativa é que não dá para desligar o sistema.
Pelo menos não por meio de um botão. Para desligar a tecnologia e “burlar” o sistema, basta deixar o ar-condicionado na temperatura mais baixa: Low.
- Peugeot 208 GT Hybrid: R$ 130.990 (estoque da montadora)
Desempenho urbano
Na cidade, não percebemos muitas mudanças na dirigibilidade do carro, que continua boa. O volante pequeno, a posição mais baixa do banco e entre-eixos curtos, favorecem uma tocada mais esportiva.
Apesar de não ser um carro voltado para essa característica, o desempenho do 208 GT Hybrid é satisfatório. Algo que não se reverte muito no consumo.
Em nossos testes, o hatch híbrido registrou uma média de 9 km/l — com muito esforço —, após um trecho de 200 quilômetros rodados exclusivamente no perímetro urbano.

E na estrada vai bem?
O 208 Hybrid surpreende mais na rodovia. Leve, ele rapidamente atinge velocidade de cruzeiro e, com o piloto automático ligado, a condução fica mais leve.
Nas curvas, o modelo mantém a boa estabilidade. As rodas aro 17 de liga-leve e os pneus de medida 215/60 ajudam o hatch a se manter colado no asfalto.
Mantendo uma média entre 100-120 km/h, o 208 GT Hybrid registrou um consumo médio na rodovia de 15,6 km/l (gasolina) — número bem superior ao registrado pelo Inmetro.

No trajeto rodoviário, passamos por uma subida de serra, que pode ter piorado um pouco o consumo. Ou seja: em uma rodovia mais plana, certamente, o consumo seria melhor.
Equipamentos
Em termos de equipamento, o Peugeot 208 permanece o mesmo da linha 2025. Contudo, por se tratar agora de um modelo com hibridização, ganhou telas no painel de instrumentos onde é possível verificar a regeneração do sistema e carga da bateria.
O i-Cockpit 3D também permanece e pode causar certa estranheza no primeiro contato, especialmente pelo posicionamento painel e pelo volante de dimensões reduzidas. Entretanto, após algum tempo dirigindo, a adaptação ocorre de forma natural.
Entre os pontos negativos do carro é a resolução da câmera de ré, que não é muito boa. O modelo ainda usa uma espécie de simulação 360º usando as câmeras frontal e traseira, mas a qualidade também não é das melhores.
O apoio de braço também merece uma revisão, pois fica muito alto e as vezes o cotovelo esbarra no item em algumas curvas. Na prática, isso pode atrapalhar nas manobras.
Ficha técnica do Peugeot 208 GT Hybrid:
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Potência: 125 cv (gasolina) / 130 cv (etanol) a 5.750 rpm;
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Torque: 20,4 kgfm a 1.750 rpm;
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Câmbio: automático CVT com 7 marchas simuladas;
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Tração: dianteira;
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0–100 km/h: 9,0 s (gasolina) / 8,6 s (etanol);
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Velocidade máxima: 203 km/h (gasolina) / 205 km/h (etanol);
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Comprimento: 4.053 mm;
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Largura: 1.740 mm (sem espelhos);
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Altura: 1.470 mm;
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Entre-eixos: 2.542 mm;
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Porta-malas: 304 litros;
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Tanque de combustível: 47 litros;
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Peso em ordem de marcha: 1.174 kg.