Nos bastidores da política acreana, insiste-se em vender a narrativa de que Mailza Gomes não seria candidata. A estratégia é clara: desidratar antes que a disputa comece oficialmente. Mas a política real não se sustenta em discurso, se sustenta em estrutura, articulação e base.
E nesse quesito, Mailza não é hipótese. É realidade.
O apoio do governo estadual, a presença consolidada em 17 prefeituras e a construção silenciosa de alianças mostram que sua candidatura não depende de grito, de bravata ou de enfrentamento performático. Depende de articulação. E isso está sendo feito.
A recente presença de Mailza ao lado do presidente nacional do seu partido, Ciro Nogueira, não foi um gesto protocolar. Foi um recado político. Em Brasília, gestos falam. E aquele gesto sinaliza firmeza partidária, alinhamento estratégico e respaldo nacional. Não se trata apenas de foto, trata-se de chancela.
Enquanto alguns apostam na política do confronto permanente, do aeroporto ao palanque, Mailza constrói de forma diferente. Não é do grito, não é da humilhação pública de aliados, não é da política da rasteira partidária. Seu perfil é institucional.
Mas é um erro interpretar serenidade como fragilidade.
Mailza tem estilo discreto, postura firme e senso de hierarquia política. Não tensiona desnecessariamente, mas também não recua quando precisa decidir. Seu capital político não nasce da radicalização ideológica nem do extremismo retórico. Nasce da relação construída com prefeitos, lideranças municipais e da presença constante na base, agora somada ao respaldo claro da direção nacional do partido.
A disputa que se desenha no Acre não será apenas entre nomes. Será entre métodos.
De um lado, a política do enfrentamento e da polarização constante.
De outro, a política da articulação, da estrutura partidária consolidada e do diálogo institucional.
Reduzir Mailza a coadjuvante pode ser um erro estratégico dos adversários. Porque, enquanto tentam negar sua candidatura, ela organiza o terreno, local e nacionalmente.
E na política, quem organiza antes, larga na frente.
