Soja opera em queda após relatório neutro do USDA

A soja opera em alta na manhã desta quarta-feira (11), revertendo a alta de 1% registra no dia anterior na Bolsa de Chicago. 

O relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), divulgado na terça-feira não trouxe muitas novidades.  A safra americana deverá ficar em 4,262 bilhões de bushels, em 2025/26, o equivalente a 116 milhões de toneladas. O USDA admitiu que há a possibilidade de um acordo comercial entre EUA e China resultar em maiores volumes de soja enviada aos chineses, como tem divulgado Donald Trump o que fez sustentar os preços após o anúncio. 

“O relatório do USDA pode ser considerado de neutro a baixista. O quadro de oferta e demanda dos Estados Unidos não trouxe alterações e os números globais foram negativos para os preços, principalmente com a previsão crescente da safra do Brasil para 180 milhões de toneladas” analisa Fernando Henrique Iglesias, do Safras e Mercado.

Já o farelo de soja, no contrato para março, começou a quarta-feira registrando alta de 0,03%, a US$ 300,90 por tonelada, depois de fechar o dia anterior com ganhos acima de 1%.  

MILHO  

Os contratos futuros de milho seguem com a tendência de leve alta em Chicago. A sessão opera com ganhos de 0,06% nesta quarta feira (11). 

Os números globais, atualizados pelo USDA, mostram queda de quase 2 milhões de toneladas na produção global do grão em relação ao levantamento apresentado em janeiro. Porém a previsão de demanda global cresceu: de 1,299 bilhão para 1,301 bilhão de toneladas. 

TRIGO  

O trigo na bolsa de Chicago começa o dia com ganhos de 1,14%, no contrato de março, recuperando parte da perda de 0,5% do pregão anterior. 

Segundo o USDA a oferta global de trigo deve atingir 841,80 milhões de toneladas em 2025/26, 370 mil toneladas abaixo da projeção anterior, feita em janeiro. Revisão apenas para a produção na Argentina, com aumento de 1,1%, para 27,8 milhões de toneladas. 

No Brasil os preços do trigo seguem firmes, de acordo com o Cepea, impulsionados por menores estoques e pelo bom volume exportado. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que em janeiro foram exportadas 370 mil e 600 toneladas de trigo, todo o volume produzido do Rio Grande do Sul.  

CACAU  

Entre as “softs-commodities” o cacau registrou nova e acentuada queda de 7% na terça- feira (10). É a sexta semana seguida que o fruto perde valor devido a maior oferta global, estoques crescentes e e baixa demanda.  

BOI  

Mercado do boi ganhou firmeza em fevereiro. Com pastagens bem formadas o pecuarista tem poder de retenção na hora de negociar e conseguir preços melhores para a arroba. Cepea registou alta em 28 praças monitoradas.  No Indicador Datagro, que baliza os contratos futuros do boi na B3, o preço do boi no mercado físico em São Paulo registrou alta de 0,50% na terça feira (10), com arroba sendo negociadas a R$ 338,00. Em Mato Grosso a alta é de 1,42% com a arroba a R$ 315,00. O ágio para o boi China, animais com até 30 meses, é de R$5,00.   

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