Sete das 10 terras indígenas mais pressionadas, de outubro a dezembro de 2025, pertencem ao Amazonas. Segundo o relatório do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), divulgado na última quarta (4), outras três unidades de conservação estão entre as mais ameaçadas no mesmo período.
O relatório “Ameaça e Pressão em Áreas Protegidas”, realizado trimestralmente pelo Imazon, mostra que os territórios ranqueados aparecem de forma recorrente nos estudos. Todas as terras indígenas amazonenses apresentadas estiveram presentes no relatório do mesmo trimestre de 2024.
Segundo o pesquisador do Imazon Carlos Souza Jr uma área pressionada demonstra que o desmatamento já acontece naquele território. Para ele, essa ação impacta diretamente as populações que vivem naquelas locais, uma vez que aquelas terras são fontes de subsistência.
Terras indígenas amazonenses mais pressionadas:
- Waimiri Atroari – AM/RR;
- Alto Rio Negro – AM;
- Yanomami – AM/RR;
- Nhamundá-Mapuera – AM/PA;
- Trombetas/Mapuera – AM/PA/RR;
- Cué-Cué/Marabitanas – AM.
Unidades de Conservação Estaduais do Amazonas mais ameaçadas:
- APA de Nhamundá;
- APA Guajuma;
- APA Caverna do Maroaga (Presidente Figueiredo).
Os pesquisadores ainda alertam que ações preventivas, como o registro da qualidade dos territórios, são importantes e estratégicos para impedir que as ameaças ao meio ambiente sejam consolidadas e impactem o funcionamento da Amazônia.
“Além de abrigar espécies únicas da fauna e da flora, é fundamental para o equilíbrio climático e para o fornecimento de produtos florestais madeireiros à indústria, bem como de produtos não madeireiros, como a castanha, que sustentam populações locais. Sua preservação é essencial em escala global”, afirma a diretora do Programa de Áreas Protegidas do Imazon, Jakeline Pereira.
*Sob supervisão de Tonny Aranha
