Trump blinda conversas dos EUA com Irã de apelos de Netanyahu

“Tivemos uma reunião muito boa ontem com o ‘Bibi’ Netanyahu, e ele compreende. Mas, no final das contas, a decisão é minha”, disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ser perguntado em relação aos impactos da reunião de quarta-feira (11) com o primeiro-ministro de Israel sobre as negociações americanas com o Irã.

Ambos estiveram reunidos em Washington. Ao deixar os EUA, nesta quinta (12), Netanyahu disse que expressou ceticismo sobre qualquer acordo dos americanos com o Irã — mas ponderou que, se é para haver um acordo, ele precisa ir além do programa nuclear iraniano.

“Não se trata apenas da questão nuclear, mas também dos mísseis balísticos e dos grupos armados apoiados pelo Irã. Essa, eu diria, foi a essência da conversa”, disse Netanyahu, após dizer que Trump “queria ouvir” o que ele tinha a dizer sobre as negociações.

Na quarta, logo após o encontro com Netanyahu, Trump foi às redes sociais para dizer que o encontro não resultou em nada de definitivo além da insistência por parte dela mesmo – Trump – para que as negociações com o Irã prossigam até se esgotarem.

“Da última vez que o Irã decidiu que era melhor não fazer um acordo, foi atingido pelo Martelo da Meia-Noite”, escreveu Trump, se referindo aos ataques militares dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025, em movimento articulado com Israel.

O Irã tem sinalizado que as conversas atuais com os Estados Unidos devem se manter focadas no programa nuclear do país, com o regime pleiteando o reconhecimento de que pode enriquecer urânio — ainda que não ao nível de transformar o minério em combustível para bombas nucleares.

Em entrevista ao Financial Times publicada nesta quinta, Hakan Fidan, ministro das Relações Exteriores da Turquia — país que tem atuado como um facilitador nas conversas —, disse que qualquer tentativa de ampliar as negociações só levaria a “nada além de outra guerra” no Oriente Médio.

De acordo com Fidan, os EUA tem sinalizado disposição para permitir ao Irã enriquecer urânio a níveis condizentes para fins pacíficos — para geração de energia, sobretudo —, e o regime iraniano “realmente deseja chegar a um acordo concreto”, aceitando restrições e inspeções sobre seu programa nuclear.

“As outras questões (mísseis iranianos e apoio a grupos armados) estão intimamente ligadas aos países da região”, afirmou Fidan ao jornal britânico, frisando que os próprios atores regionais devem alcançar um entendimento sobre estes temas.

“Para Israel, manter uma posição de superioridade militar na região é uma prioridade fundamental”, acrescentou Fidan. “A presença de mísseis iranianos complica esse objetivo.”

* Com informações da Reuters

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