A Vara Estadual das Garantias decretou a prisão temporária de 30 dias para quatro jogadores vinculados ao Vasco da Gama, sob a acusação de estupro coletivo. A decisão judicial baseia-se na gravidade extrema do crime, no risco de fuga dos investigados e na necessidade de proteger a integridade do inquérito policial.
Entre os acusados, Erick Luiz Serpa Santos já foi preso em flagrante.
Os demais envolvidos — Brian Peixoto, Alex Pires (o “Lekinho”) e Matheus Azeredo (o “Manga”) — são considerados foragidos até o momento.
Fundamentos da Prisão Temporária
O magistrado responsável pelo caso destacou que a medida extrema é indispensável para a continuidade das investigações. Ele negou que, até às 21 horas, outros atletas tenham sido presos.
Os principais pontos citados na decisão foram:
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Individualização das Condutas: É necessário apurar exatamente o que cada jogador fez durante o ato para que as responsabilidades sejam atribuídas de forma justa e técnica.
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Reconhecimento Pessoal: A detenção permite que as vítimas realizem o procedimento formal de reconhecimento dos agressores sem interferências.
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Risco de Fuga: Como os jogadores são naturais do estado do Rio de Janeiro e possuem recursos para deslocamento, o juiz identificou um perigo real de que eles deixem o local dos fatos para evitar a justiça.
Relatos de Vulnerabilidade e Violência
O processo detalha episódios alarmantes de violência. Segundo os autos, uma das vítimas estava em estado de vulnerabilidade, sob forte efeito de álcool, o que impede legalmente qualquer tipo de consentimento. A segunda mulher relatou ter sido alvo de abusos sucessivos por parte de vários homens.
Embora a defesa dos atletas alegue que as relações foram consentidas, o juiz rebateu o argumento prontamente:
“A versão da defesa conflita diretamente com o estado de choque das vítimas e a presença de lesões físicas constatadas, o que reforça a natureza hedionda do crime”, pontuou o magistrado.
Situação dos Acusados
O Vasco da Gama informou que os três jogadores que ainda não foram localizados.
Brian, Alex e Matheus deverão se apresentar à Polícia Civil nesta terça-feira.
O comportamento dos réus até o momento foi classificado como “evasivo” pela Justiça, o que reforçou a necessidade de manutenção das ordens de prisão para assegurar o sucesso do inquérito.

