Weg estima margem de 22%, dentro da média dos últimos anos; ação cai

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Weg estima margem de 22%, dentro da média dos últimos anos; ação cai
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A fabricante de motores elétricos e equipamentos industriais WEG avaliou nesta quinta-feira (26) que a margem de lucro de 2026 deve ficar dentro da média dos últimos três anos, ao redor de 22%, em meio a fatores que incluem a pressão da apreciação do real contra o dólar sobre os resultados do grupo no exterior.

A companhia encerrou 2025 com margem de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 22,1% ante 22,4% em 2024, segundo balanço apresentado na manhã da quarta-feira (25).

“Iniciamos 2026 com perspectiva de entregarmos margens próximas às dos últimos três anos”, disse o vice-presidente administrativo financeiro da WEG, André Luis Rodrigues, em conferência com analistas nesta quinta-feira, citando a média do período como sendo de cerca de 22%.

As ações da companhia recuavam 3,9% às 13h18, entre as maiores quedas do Ibovespa, que cedia 0,48%.

Analistas do Itaú BBA citaram em relatório que o quarto trimestre do ano passado para a WEG seria “o pior trimestre em uma década”, mas avaliaram que o desempenho mostrado pela empresa foi melhor que o esperado, com as margens da empresa sendo “a grande surpresa”, uma vez que elas subiram em vez de caírem como o mercado esperava.

Questionado sobre o cenário para a receita neste ano, Rodrigues afirmou que a WEG vai tentar buscar crescimento de dois dígitos, mas que diante do comportamento atual do câmbio “isso aumenta o desafio de fazer acontecer”.

“Então é possível que não consigamos entregar a expectativa inicial de dois dígitos baixos”, acrescentou, citando ainda uma base de comparação mais forte com o ano passado.

Em 2025, a WEG teve um crescimento geral de receita operacional líquida de 7,4%, impulsionada por uma expansão de 12% no faturamento no mercado externo medido em reais. No Brasil, a receita subiu 1% no período.

O diretor de finanças da WEG, André Salgueiro, afirmou durante a conferência que o ritmo de entrada de pedidos de equipamentos de ciclo longo está mais positivo no mercado externo que no Brasil, mas diante das volatilidades e incertezas geradas pelo cenário tarifário e geopolítico precisa ser monitorado trimestre a trimestre.

Sobre o segmento de energia eólica no Brasil, que tem passado por fraqueza nos últimos anos diante de um cenário desfavorável a novos empreendimentos, Salgueiro afirmou que a expectativa é de uma retomada no médio a longo prazos, por causa da tendência de crescimento da demanda por energia versus reservatórios de hidrelétricas em situação baixa.

“É natural imaginar que novos investimentos vão acontecer nos próximos anos e a gente deve ver uma retomada em eólicas no Brasil”, disse o executivo, citando que a empresa está preparada para essa demanda futura após a entrada em operação no ano passado do aerogerador de 7 megawatts da companhia, um dos maiores do mundo, na Bahia.

Salgueiro comentou, porém, que neste ano e em 2027 o segmento de energia eólica “não vai ter contribuição” para os resultados da companhia.

Já na frente gerada pela demanda por energia elétrica por centrais de processamento de dados nos Estados Unidos, a WEG tem apurado encomendas robustas por equipamentos de transmissão e distribuição de eletricidade, disseram os executivos.

Mas, como o mercado está sendo disputado por outros grupos, a WEG não tem notado grandes aumentos nos preços dos produtos. “Estamos rodando com precificação bem interessante, com boa rentabilidade, mas sem vermos grandes expansões (nos preços)”, disse Salgueiro.

“Se a demanda se provar mais aquecida nos próximos anos, poderemos entrar em um novo ciclo de preços, mas não é nosso cenário base agora”, acrescentou.

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