A Fuga de Setembro: 8 detentos em liberdade
O episódio mais grave ocorreu na tarde de um sábado, 6 de setembro de 2025. Oito detentos conseguiram escapar da cela 725, no bloco 7, após abrirem um buraco na estrutura da parede. A fuga gerou uma crise imediata na segurança local, resultando na suspensão de visitas e em uma caçada humana que mobilizou as polícias Civil, Militar e Penal.
Até o final de 2025, o Iapen confirmava que o grupo permanecia foragido, destacando nomes conhecidos da justiça acreana, como:
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Eduardo da Silva Lima
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José Francisco Souza da Silva (vulgo “Dude”)
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Carlos Eduardo Santos Pedroza
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(Entre outros cinco comparsas)
Tentativas recentes em 2026
A vigilância foi reforçada após o susto de setembro, o que permitiu frustrar novas ações. No dia 1º de fevereiro de 2026, policiais penais impediram uma nova tentativa de fuga. Detentos já condenados haviam iniciado a abertura de um buraco na laje de uma das celas. A ação foi detectada antes que qualquer preso ganhasse as ruas, mas resultou em sanções severas e regressão de regime para os envolvidos.
Resumo das Ocorrências (Mar/2025 – Mar/2026)
Métodos Recorrentes
A análise dos incidentes revela um padrão: o uso de ferramentas improvisadas (como ferros de ventiladores ou da própria estrutura) para perfurar as paredes e lajes, aproveitando-se muitas vezes do desgaste da estrutura física da unidade.
O diretor da unidade, Elves Barros, reiterou em comunicados recentes que sindicâncias internas foram abertas para apurar se houve falha na vigilância ou facilitação, além de processos por dano ao patrimônio público contra os detentos que danificaram as celas.