Agora foragido, goleiro Bruno ganhou R$ 15 mil por 90 minutos em atuação destacada pelo Vasco do Acre

O goleiro Bruno Fernandes de Souza voltou aos holofotes após uma atuação marcante — e polêmica — na estreia do Vasco da Gama do Acre na Copa do Brasil. Em apenas 90 minutos em campo, o atleta recebeu cerca de R$ 15 mil para defender a equipe acreana e protagonizou alguns dos momentos mais dramáticos da partida.

Durante o confronto eliminatório, Bruno teve papel decisivo ao defender dois pênaltis do adversário e ainda converter uma cobrança, marcando um gol para o time acreano. Apesar da atuação individual destacada, o Vasco do Acre acabou eliminado da competição, encerrando sua participação logo na primeira fase.

Nos bastidores do clube, dirigentes haviam prometido triplicar a remuneração do goleiro caso a equipe avançasse à segunda fase do torneio. O bônus estaria vinculado à premiação distribuída pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que poderia garantir ao atleta cerca de R$ 40 mil em ganhos totais pela participação.

A passagem de Bruno pelo futebol acreano, no entanto, volta a ganhar repercussão por motivos fora das quatro linhas. O goleiro é considerado foragido da Justiça, após descumprir medidas cautelares impostas no processo em que foi condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, caso que ganhou repercussão nacional e marcou definitivamente a carreira do jogador.

De acordo com a defesa do atleta, não há previsão de apresentação voluntária à polícia neste momento. A advogada que o representa afirmou que não pretende entregá-lo às autoridades, o que mantém em aberto a situação judicial do goleiro.

O episódio reforça o contraste que acompanha a trajetória de Bruno desde sua saída do sistema prisional: atuações esportivas pontuais que ainda despertam interesse de clubes menores, ao mesmo tempo em que seu passado criminal e as pendências com a Justiça seguem provocando forte repercussão pública e debates éticos no futebol brasileiro