Um apagão deixou grande parte de Cuba sem energia elétrica nesta quarta-feira (4), incluindo a capital Havana, após uma falha inesperada na maior usina termelétrica do país, a Antonio Guiteras, localizada no leste de Matanzas, informou a estatal de energia elétrica.
Segundo a União Elétrica de Cuba (UNE), a interrupção ocorreu devido a uma falha nas subestações.
Como resultado, o fornecimento caiu em uma faixa que vai de Pinar del Río, no extremo oeste, até Camagüey, no centro-leste do país, deixando milhões de residências, estabelecimentos comerciais e serviços essenciais no escuro.
O apagão ocorre em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos sobre o governo cubano. O governo cubano atribuiu sua crise econômica a décadas de sanções econômicas impostas pelos EUA.
Autoridades afirmaram que todos os protocolos de restauração já foram ativados e que equipes trabalham para recuperar o sistema aos poucos, incluindo a atuação de outras usinas termelétricas para reforçar a geração de energia.
Durante o apagão, semáforos e sinais de televisão estatal foram interrompidos, e moradores relataram que muitos negócios e aparelhos ficaram sem luz.
De acordo com analistas consultados pela CNN, a recessão econômica em Havana ainda não é tão acentuada quanto na década de 1990, mas eles enfatizam que o efeito é mais perceptível porque o ponto de partida é mais baixo, após anos de recessão, falta de investimentos e um déficit energético que já era evidente nos apagões diários e prolongados.
“Quando a União Soviética caiu, a infraestrutura de Cuba estava em condições relativamente boas. Trinta anos de subinvestimento nos trouxeram até aqui”, disse Sebastián Arcos, diretor do Instituto de Pesquisa Cubana da FIU (Universidade Internacional da Flórida).
