A consolidação da chamada “super aliança” entre Gladson Cameli (PP), Mailza Assis (PP), Márcio Bittar (PL) e lideranças do União Brasil marcou um novo capítulo na corrida política rumo às eleições de 2026 no Acre. Após meses de resistência e sinais de distanciamento, o senador Bittar finalmente declara apoio à candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do Estado, movimento interpretado nos bastidores como uma rendição estratégica diante da nova correlação de forças no grupo governista.
Durante grande parte do último ano, Bittar evitou assumir publicamente compromisso com o projeto de sucessão liderado por Mailza, mantendo uma postura cautelosa e, por vezes, crítica à condução do processo político dentro da base. A mudança de posição ocorre após a formalização de uma ampla articulação partidária envolvendo PP, PL e União Brasil, que consolidou o nome da vice-governadora como principal herdeira política do atual governador Gladson Cameli para a disputa de 2026.
Nos bastidores, a adesão do senador também está ligada à recente ruptura com o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom. A disputa interna pelo comando do PL no Acre acabou favorecendo Bittar, que saiu fortalecido do embate político. Bocalom, por sua vez, foi convidado a deixar a legenda, encerrando um período de tensão dentro do partido.
Com o rearranjo, Márcio Bittar passa a ocupar posição estratégica na composição eleitoral do grupo governista. O senador é apontado como a principal opção para disputar o chamado “segundo voto” ao Senado na chapa majoritária de 2026, ampliando o peso político da aliança que já reúne algumas das mais influentes lideranças do estado.
Aliados avaliam que o movimento fortalece a base governista nos 22 municípios acreanos, somando o capital político acumulado por Gladson Cameli ao protagonismo institucional de Mailza Assis e à capilaridade eleitoral de Márcio Bittar.
Na prática, a definição encerra um período de incertezas dentro do campo governista e sinaliza que o grupo pretende chegar às eleições de 2026 com uma das estruturas políticas mais robustas já formadas na história.
Para analistas locais, a entrada definitiva de Bittar no projeto consolida uma frente ampla que deve influenciar decisivamente o equilíbrio de forças na sucessão estadual.
