O bitcoin operou em alta nesta segunda-feira (16) chegando a atingir o maior nível em um mês, na medida em que o fluxo institucional segue sustentando as cotações. O dia contou com apetite por risco nos mercados, seguindo uma queda nos preços do petróleo com expectativas de que o fluxo pelo Estreito de Ormuz possa ser restaurado em alguma medida.
Por volta das 16 horas (de Brasília), o bitcoin subia 3,56%, a US$ 73.971,67. Já o ethereum tinha alta de 10,52%, a US$ 2.322,96, de acordo com a plataforma Binance.
“Tudo parece viver ou morrer com base nos preços do petróleo”, afirma o analista-chefe de Mercado do IG Group, Chris Beauchamp. “O bitcoin tem sido imune a isso. Ele encontrou seu próprio nicho de refúgio”, apontou.
A maior criptomoeda do mundo se beneficiou na semana passada de fortes compras pela Strategy e de entradas em ETFs (fundos negociados em bolsa), afirmou a Laser Digital, apoiada pela Nomura.
O capital institucional está começando a retornar após um início de ano cauteloso, afirma Linh Tran, da XS.com. Notavelmente, os ETFs de bitcoin à vista registraram entradas de capital por cinco sessões consecutivas.
A alta de quase 12% do bitcoin desde que as tensões começaram a aumentar em meados de fevereiro sugere que ele pode estar começando a apresentar características de um “porto seguro digital”, diz Tran.
Durante a semana, a guerra no Oriente Médio dividirá atenções com a decisão do Fed (Federal Reserve) na quarta-feira (18), quando é amplamente esperada uma manutenção de juros, mas investidores aguardam sinais dos próximos passos da autoridade.
Um tom mais agressivo do que o esperado, enfatizando a necessidade de manter as taxas elevadas por mais tempo para controlar a inflação, pode pressionar os ativos de risco. Uma postura mais equilibrada ou sinais de menor rigidez na política monetária podem impulsionar o apetite por risco.
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