O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, saiu vitorioso de uma intensa queda de braço política com o senador Alan Rick e consolidou seu nome como pré-candidato ao governo do Acre pelo PSDB nas eleições de 2026.
A articulação ganhou força após Bocalom gravar um vídeo ao lado do presidente nacional da sigla, Aécio Neves, selando o acordo.
Como parte do entendimento, o prefeito assumiu o compromisso de ajudar a legenda a eleger ao menos um deputado federal no estado — no caso, Pedro Longo.
A movimentação de Longo, que deve deixar a base de apoio ao governador Gladson Cameli, é considerada estratégica para fortalecer o palanque tucano e dar musculatura eleitoral ao projeto de Bocalom. A possível mudança reforça o redesenho das forças políticas no estado, especialmente no campo da centro-direita.
Nos bastidores, a vitória de Bocalom também expôs erros de avaliação de adversários. O deputado federal Roberto Duarte chegou a ser convidado por Aécio Neves para se filiar ao PSDB como uma das condições para apoiar Alan Rick, mas ele recusou a proposta por acreditar que Bocalom não conseguiria prevalecer na disputa interna.
Apesar da consolidação de sua pré-candidatura, Bocalom agora enfrenta um novo desafio: estruturar uma chapa competitiva. O prefeito precisará atrair nomes de peso para disputar vagas na Câmara dos Deputados e, principalmente, definir dois candidatos ao Senado, peças-chave para dar equilíbrio político e ampliar o alcance eleitoral da coligação.
A vitória interna marca um novo capítulo na disputa pelo Palácio Rio Branco e coloca Bocalom no centro do tabuleiro político acreano, agora com a missão de transformar articulação partidária em viabilidade eleitoral.