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Cabeceira de ponte entre Plácido de Castro e Puerto Evo Morales desmorona e ameaça acesso de estudantes e turistas

A cabeceira da ponte que liga o município acreano de Plácido de Castro à comunidade boliviana de Puerto Evo Morales apresenta risco de colapso após parte do aterro ceder nas últimas semanas. O problema, provocado pela cheia do Igarapé Rapirã na segunda quinzena do mês passado, já compromete cerca de metade da pista de acesso e preocupa moradores, estudantes e autoridades locais.

Na manhã desta quinta-feira (5), o tráfego de veículos no local ocorria apenas em sistema de mão única, pelo lado direito da via, como forma de reduzir o risco de novos desmoronamentos. A estrutura de madeira da própria ponte também apresenta danos causados pelas fortes enxurradas recentes, aumentando a preocupação de quem depende da travessia diariamente.

O problema pode afetar diretamente cerca de 300 brasileiros que estudam medicina em Puerto Evo Morales. Os universitários, que estão em período de férias, deveriam retomar as aulas no próximo dia 1º, mas o acesso comprometido pode adiar o retorno às atividades acadêmicas por tempo ainda indefinido.

A travessia sobre o Igarapé Rapirã é considerada estratégica para a circulação entre os dois lados da fronteira. Todos os dias, dezenas de veículos brasileiros cruzam a ponte para atividades comerciais, educacionais e turísticas em território boliviano. O movimento costuma aumentar nos fins de semana e feriados, quando moradores de Rio Branco viajam até Puerto Evo Morales para compras.

A ponte foi construída pela prefeitura de Plácido de Castro há 19 anos, mas, segundo relatos locais, nunca passou por obras de reforma ou manutenção desde sua inauguração. Além disso, a estrutura não possui reconhecimento formal dos ministérios das Relações Exteriores do Brasil e da Bolívia, o que gera um vazio administrativo sobre a responsabilidade direta pela manutenção.

Apesar da gravidade da situação e do risco crescente de interrupção total da travessia, até o momento nenhuma autoridade estadual ou federal se manifestou oficialmente sobre medidas emergenciais para recuperação da cabeceira da ponte ou reforço da estrutura.

Moradores da região temem que, caso novas chuvas ocorram nos próximos dias, o restante do aterro possa ceder, isolando temporariamente o acesso entre as duas localidades e prejudicando estudantes, comerciantes e turistas que dependem da passagem diariamente.

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