Copa do Rei: Barcelona luta por reação, mas Atlético de Madrid vai à final

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Copa do Rei: Barcelona luta por reação, mas Atlético de Madrid vai à final

O Barcelona fez o que parecia improvável diante de um Atlético de Madrid fechado e em vantagem elástica no confronto. Venceu por 3 a 0 no Spotify Camp Nou, pressionou até o último segundo e flertou com a prorrogação. Mas a goleada sofrida por 4 a 0 no jogo de ida, no Riyadh Air Metropolitano, falou mais alto. No placar agregado, 4 a 3 para os Colchoneros, que avançam à final da Copa del Rey.

Pressão desde o início

Empurrado pela torcida, o Barça começou o duelo no campo de ataque. Logo aos quatro minutos, Fermín López arriscou de longe e obrigou Juan Musso a trabalhar pela primeira vez. O roteiro do primeiro tempo foi claro, posse ampla dos catalães, que chegou a 69%, contra um Atlético compacto, tentando esfriar o ritmo.

Lamine Yamal era o mais incisivo. Pela esquerda, entortou a marcação aos 33 minutos e foi até a linha de fundo antes de rolar para trás. Livre na área, Marc Bernal finalizou de primeira para abrir o placar, 1 a 0. O gol incendiou o estádio e recolocou o Barcelona na disputa.

O time de Hans-Dieter Flick seguiu martelando. Musso salvou em finalizações de Yamal, Ferran Torres e Bernal. Já nos acréscimos, aos 50, Pedri tabelou na área e foi calçado por Marc Pubill. Pênalti. Raphinha cobrou com categoria, deslocando o goleiro para fazer 2 a 0 e diminuir ainda mais a diferença no agregado.

Segundo tempo dramático

Na volta do intervalo, o cenário não mudou. O Barcelona trocava passes com 66% de posse e cercava a área rival. Musso voltou a ser decisivo em sequência de defesas, enquanto o Atlético tentava respirar em escapadas esporádicas com Julián Álvarez e Antoine Griezmann, que exigiram atenção de Joan García.

Flick mexeu na equipe. Dani Olmo e Marcus Rashford entraram para aumentar a pressão. Do outro lado, Diego Simeone reforçou a defesa, inclusive com a entrada de José María Giménez.

A insistência blaugrana foi recompensada aos 28 minutos. João Cancelo cruzou da direita no segundo pau, e novamente Bernal apareceu livre para marcar o terceiro, 3 a 0. O gol colocava o Barcelona a um empate no agregado e levava o confronto ao limite da tensão.

Final elétrico e classificação colchonera

Com 21 finalizações contra apenas seis do adversário, o Barça se lançou de vez ao ataque nos minutos finais. Gerard Martín quase marcou um golaço ao acertar uma bomba rente ao travessão. Pedri ainda teve chance clara na entrada da área, mas isolou.

Nos acréscimos, o Atlético administrou como pôde. Prendeu a bola no meio, suportou a pressão e contou com a arbitragem de Ricardo de Burgos Bengoetxea para controlar os ânimos, com cartões para João Cancelo, Dani Olmo, Lamine Yamal e Alejandro Baena.

Quando o apito final soou em Barcelona, o placar apontava 3 a 0 para os donos da casa. Insuficiente. Depois de 180 minutos intensos, quem comemora é o Atlético de Madrid, que transforma a vantagem construída na ida em vaga na decisão. Ao Barcelona, resta a sensação de que a reação foi heroica, mas tardia demais.