Integrantes da cúpula da CPMI do INSS (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) definiram que vão prorrogar por mais 30 dias o funcionamento do colegiado, caso o STF (Supremo Tribunal Federal) mantenha a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a extensão dos trabalhos.
A decisão foi acordada na noite de quarta-feira (25), em reunião com o presidente da comissão, senador Carlos Viana, e parlamentares da oposição.
Parlamentares governistas, por sua vez, iniciaram a coleta de assinaturas para limitar a prorrogação a 15 dias.
Segundo apurou a CNN, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), apresentou uma contraproposta de 30 dias, que foi aceita por Viana.
Inicialmente, Viana defendia um prazo de 60 dias para a conclusão do relatório final, embora Mendonça tenha autorizado a prorrogação por até 120 dias. Segundo o senador, o período permitiria aprofundar diligéncias e oitivas, incluindo frentes sensíveis, como as apurações envolvendo o banco Master.
A intenção do grupo é votar o requerimento de prorrogação por mais um més na sessão da comissão prevista para quinta-feira (26).
O plenário do STF marcou para a mesma data o julgamento presencial da decisão de Mendonça.
