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Do Juruá ao Alto Acre: bloco PP, PL e União Brasil se torna a maior força eleitoral do Acre; Detalhes

A construção da super aliança entre Progressistas (PP), Partido Liberal (PL) e União Brasil (UB) não nasce apenas de acordos de cúpula. Ela se sustenta em uma base territorial sólida espalhada pelos 22 municípios do Acre, onde o grupo controla a maioria das prefeituras e possui forte presença política.

O pilar principal desse bloco é o PP, partido liderado no estado pelo governador Gladson Cameli, que sozinho conquistou 14 das 22 prefeituras acreanas nas eleições municipais de 2024, consolidando a maior hegemonia municipal da história recente do estado.

O campo político alinhado ao Palácio Rio Branco controlava 17 prefeituras diretamente, formando uma rede administrativa que cobre praticamente todas as regiões do estado. Porém, Rosana Gomes ( de Senador Guiomard, que decidiu apoiar Alan Rick) e Tião Bocalom ( de Rio Branco, sem partido e pretenso candidato majoritário) reduziram esse capital político nos últimos dias, muito embora o vice-prefeito da capital (maior reduto eleitoral), que assumirá o poder, permaneça no PP.

Na prática, isso significa que a futura disputa estadual — especialmente a eleição de 2026 — começa com uma base municipal ampla, capaz de influenciar alianças locais, estrutura de campanha e mobilização política.

Outro fator estratégico é que muitas dessas prefeituras estão em cidades-polo regionais, como Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Brasiléia, o que amplia o alcance político da aliança no interior.


Raio-X da super aliança nos 22 municípios do Acre

Municípios governados pelo PP

Municípios governados pelo PL

Município governado pelo União Brasil


Municípios fora da aliança

Mesmo com ampla vantagem, o bloco não controla seis cidades:


A leitura política

Na prática, o mapa político do Acre mostra três fatores importantes:

1️⃣ Interior amplamente governista
Grande parte do interior está sob comando do PP, partido diretamente ligado ao governo estadual.

3️⃣ Base municipal robusta para 2026
Com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças regionais alinhadas, a estrutura da super aliança cria uma máquina eleitoral difícil de enfrentar.

Nos bastidores da política acreana, a avaliação recorrente é que quem conseguir unificar esse bloco terá uma vantagem significativa na disputa pelo governo em 2026.

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