O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (3), que cortará todo o comércio com a Espanha, depois que o país europeu não permitiu que as forças armadas norte-americanas utilizassem suas bases para missões ligadas aos ataques contra o Irã.

A negativa veio do ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares. Ele justificou que a ofensiva não estava coberta por seu acordo com os Estados Unidos nem em conformidade com a Carta das Nações Unidas.
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Com isso, os Estados Unidos precisaram realocar 15 aeronaves, incluindo aviões-tanque de reabastecimento, das bases militares de Rota e Morón, no sul da Espanha.
Em conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, Trump disse ainda que iniciou a ofensiva militar porque acreditava “firmemente” que o Irã atacaria primeiro, com base no andamento das negociações diplomáticas entre Washington e Teerã.
Incursão terrestre
Outro destaque deste quarto dia de conflito no Oriente Médio foi o início de uma incursão terrestre do exército israelense em uma zona de fronteira no sul do Líbano. A campanha de ataques mira o movimento pró-iraniano Hezbollah, paralelamente à guerra contra o Irã, segundo a agência de notícias francesa AFP.
Deslocados
De acordo com as Nações Unidas, pelo menos 30 mil pessoas deslocadas buscaram proteção em abrigos no Líbano desde que as hostilidades entre Israel e o Hezbollah se intensificaram nesta semana.
A Acnur, Agência da ONU para refugiados, ressalta que muitos países afetados com a escalada do conflito no Oriente Médio já abrigam milhões de pessoas refugiadas e deslocadas internamente.
Irã
Pelas redes sociais, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país não parou e exaltou a “união nacional” diante das “circunstâncias especiais” vividas durante o conflito.
Com a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, um conselho interino, liderado pelo aiatolá Alireza Arafi, foi formado para comandar o processo de sucessão.
*Com informações da agência Reuters
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